Os barranqueiros do rio São Francisco têm voz altiva e têm esse espaço para expressar seus sentimentos, lamentos, projetos e reivindicações. Aqui aceita-se notícias, fotos, críticas, poesias, músicas, vídeos e tudo mais que possa fazer a voz do beiradeiro ecoar pelos rincões do planeta.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
É HORA DE DENUNCIAR
A cidade conhecida mundialmente como “a cidade maravilhosa” está vivendo um clima de guerra civil há vários dias, com a polícia militar e civil invadindo morros, causando uma verdadeira fuga em massa de narcotraficantes para morros vizinhos dominados pelas mesmas facções a que pertencem.
A novidade dessa vez é o apoio que a população está demonstrando à gigante operação policial, onde o povo faz declarações encorajadoras à polícia, não apenas nas diversas entrevistas aos canais de TV e Jornais, como também bate todos os recordes de denúncias anônimas sobre o paradeiro de traficantes, pontos de tráfico nos morros e esconderijos de criminosos.

Uma hora após a fuga os bandidos chegam ao Complexo o Alemão.
Esse apoio da população é muito salutar para o estado, já que na maioria das vezes os policiais esbarram na opinião pública contrária aos mesmo e a polícia é vista quase sempre como a vilã da história, por sair do asfalto em direção às favelas na captura de bandidos fortemente armados e na maioria das vezes terem que agir com rigor e austeridade, empregando táticas defensivas, sem abdicar de usarem suas armas para não morrerem primeiro.
O povo está de parabéns por apoiar o estado nessa ofensiva contra o crime no Rio de Janeiro, pois é inconcebível que o crime demonstre mais força e organização que o estado nos bolsões da “cidade maravilhosa”.
Quem tem que temer são os bandidos, que são os verdadeiros fora-da-lei. Não que não exista bandido escondido por traz de uma farda ou de um distintivo ou carteira funcional; mas quem está matando lentamente nossos jovens são os narcotraficantes e esses se prevalecem do receio da população em denunciá-los, temendo represarias, por morarem no mesmo ambiente que os bandidos.
*Wagner Silas Martins é Professor, Engenheiro e Jornalista.
Água para Todos: O sertão vai virar mar... Heróis do povo baiano
O Água para Todos é o maior programa de abastecimento de água e saneamento do País. E ele surgiu da sensibilidade do governador Jaques Wagner, desde o inicio de seu mandato. Ele compreendeu, logo que chegou ao governo, que precisava enfrentar o problema do abandono do semiárido, que representa mais de 60% do território baiano e praticamente a metade da população, que estava deixada ao leu, sem lenço e sem documento, sem água e saneamento.
Era um povo abandonado em uma região vasta da Bahia pelas políticas oligárquicas anteriores. O governador lançou então o Água para Todos, que já beneficiou mais de 2 milhões de pessoas. É um programa de alto alcance, de um significado humano extraordinário, de um significado social fantástico, que revela a sensibilidade do governante, que naturalmente corresponde àquilo que o povo lhe dizia nas ruas quando ele faz aquela campanha vitoriosa em 2006.
Agora há uma característica deste programa que é a relação com os movimentos sociais, a relação com a própria sociedade. É um programa que conta com a participação decisiva do próprio povo organizado, daquelas variadas associações do campo e das cidades, do semiárido, que se preocupam há muito tempo com o problema da água.
Agora encontrou um governo com a mesma preocupação. Que é a de levar água e saneamento às populações mais pobres. Na verdade, é levar vida e cidadania às populações mais pobres. E esse programa tem essa característica de contar com a participação decisiva de tantas associações e de pessoas que se dedicam de uma maneira especial para melhorar a vida das pessoas mais necessitadas.
Eles procuram organizar o povo para levar adiante o Água para todos, especialmente o programa de cisternas. É extraordinário o trabalho dessa gente. É um trabalho de solidariedade humana e de ação política de organização do povo para assegurar que o programa tenha eficácia e atinja de fato a maioria, muitas das quais já estão agora atendidas pelo programa.
Eu quero ressaltar o papel desses heróis do povo baiano, dessas pessoas tão dedicadas. E dizer que quando o povo quer, pode. E se o governo dá uma ajuda, se é sensível, investe, o povo responde positivamente. É a essa gente, a esses companheiros e companheiras que o programa Água para Todos deve prestar homenagem. São eles, principalmente, a partir da sensibilidade do governo, que estão fazendo o sucesso deste programa.
Leia reportagem exclusiva do site de Emiliano José que mostra relatos desses heróis do povo baiano, moradores do semiárido, que lutaram para conseguir acesso à água de qualidade e saneamento nos seus municípios:
O sertão vai virar mar...
Sociedade civil se mobiliza junto ao Governo do Estado
para garantir água de qualidade nos municípios baianos
Avelino da Silveira Leite, Robério Virgens Aires, Avelino da Silvera Leite, José Oliveira Andrade, Lourival Batista Santana, Valdimir Pereira Reis. Todos eles, moradores do semiárido baiano, região que sofreu durante décadas com a falta de água, têm uma coisa em comum: a luta pela água de qualidade nos seus municípios. Diga-se que são heróis do programa Água para Todos. Protagonistas, junto ao Governo do Estado, da revolução que está sendo feita na Bahia.“A água é a vida. É uma coisa que nunca teve aqui. Estamos muito satisfeitos agora. Contentes”. A declaração de Avelino da Silveira Leite, da comunidade Lagoa do Sertão, no município de Aracatu (BA), representa o sentimento de milhares de habitantes de cidades baianas beneficiadas pelo programa. Aracatu tem cerca de 14 mil habitantes, famílias que tinham que caminhar léguas, com balde na cabeça, para conseguir água de má qualidade, muitas vezes a mesma utilizada pelos animais.
Hoje, com a implantação de mais de 1.900 cisternas na região, Aracatu universalizou o abastecimento de água. Agora todos os habitantes têm acesso à água de qualidade. As cisternas foram construídas em 109 comunidades do município. São 18 mil litros de água armazenados em cada cisterna que garantem água limpa para a população.
Antônio Conselheiro estava certo quando profetizava: “O sertão vai virar mar, o mar vai virar sertão...”.
Robério Virgens Aires, coordenador do Centro Comunitário Paróquia de São Pedro, em Aracatu, que acompanha as implantações das cisternas, disse que a iniciativa mudou totalmente a realidade da população do município. “O povo viveu durante décadas no esquecimento, com a falta de água. Os governos anteriores faziam vista grossa, não queriam resolver o problema ou não imaginavam que seria fácil solucioná-lo”.
De acordo com ele, precisou entrar outro governo que viu os problemas e quis trabalhar com a sociedade civil, “que esteve em busca de alternativas e soluções para o povo”. “Esse governo chegou e apoiou essas iniciativas. O programa é uma satisfação geral, para o governo e para a sociedade”, ressaltou.
Avelino da Silvera Leite, presidente da Associação da Comunidade Lagoa do Sertão, em Aracatu, disse que o povo não tinha onde guardar a água e se desesperava com a situação. “A água é a vida. É uma coisa que nunca tinha aqui na comunidade Lagoa do Sertão. Estamos muito satisfeitos, contentes. É com muito amor e carinho que a gente recebe a qualquer hora belezas como essas”.
ADEUS ÀS VIDAS SECAS
No município de Coronel João Sá (BA), outro destaque no programa, foram implantadas cerca de 1.150 cisternas através do Água para Todos e projetos do Governo Federal, conforme afirma José Oliveira Andrade, que participa do programa através da Associação dos Pequenos Agricultores de Rio do Peixe, da qual ele é coordenador de projetos.
Segundo Oliveira, que também é diretor financeiro do Território da Cidadania Nordeste II e coordenava um projeto em parceria com a Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), mais de 30 comunidades da zona rural, quase 80% do município, foram atendidas. A cidade tem cerca de 18.500 habitantes.
“Antes as famílias pegavam água da chuva, poluída, com contaminação. Isso quando achavam água. Tinham que pegar um carro pipa e andar de 5 a 6 quilômetros, disputando água com os animais. Hoje as famílias não estão mais se humilhando, têm sua autonomia e não dependem de carro pipa, só em caso de emergência”, disse Oliveira.
No município de Fátima (BA), que tem cerca de 19 mil habitantes, foram 32 cisternas construídas na comunidade de Mata Escura, 28 em Serradinha e 20 na comunidade de Farias Novo, segundo Lourival Batista Santana, assessor da Associação Regional de Convivência Apropriada à Seca (Arcas).
“Era um grande sonho dos moradores ter uma cisterna perto de casa. Cada cisterna construída é uma criança que vai nascendo na vida dessas famílias. Já imaginou uma família que caminhava duas léguas, com balde na cabeça, agora amanhecer o dia e ter água em sua casa. Isso é uma alegria. A gente escuta pessoas dizendo assim: ‘a cisterna é o maior presente que deus me deu’”, contou Lourival.
O professor Valdimir Pereira Reis, de Candiba (BA), que trabalhou cinco anos na ASA, disse que foram implantadas 529 cisternas no seu municípios através do Água para Todos e programas do Governo Federal e já há previsão de construção de mais 195. O município tem cerca de 12.400 habitantes. Segundo Valdimir, a iniciativa do governo melhorou bastante a qualidade de vida dos moradores de Candiba, que antes não tinham água boa para beber e para uso doméstico. “As pessoas bebiam da mesma fonte que os animais. A água parecia suco de tamarindo de tão marrom”.
Já no município de Ribeirão do Largo, no oeste baiano, serão atendidas com obras de infraestrutura e de produção executadas pelo Programa de Combate à Pobreza Rural (Produzir) as comunidades de Brejão/Brejinho, Cabeceira do Rio do Curral, Cabeceira Sussuarana, Riacho do Meio, Tiago, Jacaré e São Pedro. Serão implantadas 71 cisternas, 186 sanitários residenciais, dois sistemas de abastecimento de água e um projeto de mecanização agrícola, num investimento da ordem de R$ 878,9 mil, que beneficiará 487 famílias com água de qualidade. Na zona rural de Piripá, foram construídas 110 cisternas, universalizando o abastecimento no município. Estes são só alguns exemplos de municípios atendidos pelo programa Água para Todos.
O PROGRAMA
Só para se ter uma idéia, a Bahia ganhou mais de 37.704 cisternas no ano de 2009 através do Água para Todos, do Governo do Estado, o que levou água de qualidade para mais de 2,3 milhões de baianos, a maioria de municípios da zona rural e do semiárido. Antes da implantação do programa, 70% do território vivia sem água limpa e sem saneamento, segundo dados o Governo. 390 dos municípios, dos 417 baianos foram beneficiados pelo programa em 2009. A meta para 2010 é beneficiar 3,5 milhões de baianos.
É o maior programa de abastecimento de água do País e já atingiu 390 dos 417 municípios baianos. São mais de 2,3 milhões de pessoas beneficiadas, através de investimentos de R$ 878 milhões em obras concluídas e em execução. A meta é atingir 3,5 milhões de baianos. Além de garantir o abastecimento de água para a população baiana, o programa oferece serviço de esgotamento sanitário.
A determinação do Governo da Bahia em beneficiar os que mais precisam resulta na prioridade dada pelo programa à região do semiárido, onde grande parte da população se encontra no mais alto nível de risco hídrico e nas piores condições de pobreza.
Com o programa Água para Todos, o Governo da Bahia construiu um conjunto de ações integradas, articulando o abastecimento de água com ações de saneamento básico e ambiental. A proposta visa melhorar os indicadores sociais, em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem alcançados até o ano 2015. A medida estabelece propósitos estratégicos voltados para o acesso a água potável, sobretudo às famílias mais carentes, numa perspectiva de segurança alimentar e de melhoria da qualidade de vida.
MAIS AÇÕES
Além das 37.704 cisternas construídas pelo Governo do Estado, foram feitas 305.013 ligações de água, 132.101 ligações de esgoto, 13.616 melhorias sanitárias domiciliares, 1.676 poços, 1.028 construções de sistemas de abastecimento de água, 407 ampliações de sistemas de abastecimento de água, 57 sistemas de saneamento integrado, 36 recuperações de sistemas de abastecimento de água, 28 barragens, 12 recuperações de sistemas de esgotamento sanitário e 24 construções de sistemas de esgotamento sanitário.
Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Bahia avançou no acesso à infraestrutura de saneamento básico pela população. De 2006 e 2008, a cobertura por esgoto nos domicílios ocupados do meio urbano passou de 71,94% para 74,88%, enquanto a cobertura para o meio rural evoluiu de 7,18% para 15,54%.
domingo, 23 de maio de 2010
Juazeirense Daniel Alves: 'Minha preocupação é ser útil'
Daniel Alves é uma espécie de 12.º jogador do time de Dunga. Reserva de Maicon na lateral direita, ele também pode ocupar outras posições, no meio de campo e na lateral esquerda, como já fez outras vezes. Consciente de sua importância para o grupo, o jogador do Barcelona avisou neste sábado que sua preocupação é ser "útil" para a seleção brasileira."Uma vaguinha no grupo já é difícil, ainda mais jogando. Só de estar aqui na seleção já é uma honra muito grande. Quero estar no grupo", admitiu Daniel Alves, em entrevista coletiva realizada neste sábado, no CT do Caju, em Curitiba, onde a delegação brasileira está concentrada. "Minha preocupação é ser útil aqui na seleção".
Por ser polivalente, Daniel Alves pode ser escalado em outras posições. E isso não o incomoda. "Me sinto cômodo aqui na seleção, independente da posição", afirmou o lateral do Barcelona, repetindo que está pronto para jogar aonde Dunga pedir e desejar. "Qualquer posição dá no mesmo. Quero mesmo é estar no grupo", completou.
FONTE: http://www.diariodaregiaoonline.com.br
sexta-feira, 26 de março de 2010
Casa Nova: Material reciclável auxilia na limpeza da cidade

Lidiane Cavalcante
A limpeza da cidade de Casa Nova é realizada com vassouras recicláveis de garrafas pet, a iniciativa da Secretária Municipal de Urbanismo e Serviços Públicos proporciona geração de emprego e renda através da implantação da fábrica de vassouras, além de ajudar a diminuir os impactos ambientais provocados pelo despejo dessas garrafas em ruas e esgotos. Localizada na sede da Secretaria, a fábrica produz cinquenta vassouras por dia. De acordo com o secretário de Urbanismo e Serviços Públicos, Alfredo Viana Neto, o material das garrafas proporciona uma maior durabilidade e maior resistência do produto em comparação as vassouras convencionais. “Uma vassoura de garrafa PET tem vida útil de 3 meses, no entanto as vassouras convencionais duravam apenas 10 dias. “Pioneira na arte de reciclar, a secretária quer minimizar o impacto ambiental que esse lixo provocaria se ainda estivesse no meio ambiente. Pretendemos aumentar a produção para abastecer a cidade com nossos produtos”, destaca Alfredo Viana.
Limpeza pública
A Prefeitura de Casa Nova através da secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos está intensificando os serviços de limpeza pública no município. O objetivo principal é deixar a cidade ainda mais limpa. Com aproximadamente 70 funcionários, a limpeza pública na cidade é realizada diariamente, com dez carros de coleta, o equivalente a um carro por bairro. O secretário, Alfredo Viana Neto, lembra que o município vem trabalhando essa parte de limpeza pública constantemente, com a capina, roço, varrição e coleta de lixo.
Iluminação
Além dos trabalhos de reciclagem e limpeza a Secretaria desenvolve também, um serviço de manutenção da iluminação pública. Atualmente, estão sendo instaladas 20 novas redes no município, contemplando mais de 500 famílias do Programa Luz para Todos. Nesta ação a prefeitura realiza a instalação de lâmpadas nos postes. Já foram contemplados os Distritos de Malvão, Chapada do Avelar, Serra da Pimenta, Riachinho da Região da Serra da Pimenta, Lagadiço e Riachinho.
FONTE: JORNAL AÇÃO POPULAR
http://www.acaopopular.net
Seminário debate piscicultura no Sertão do São Francisco
Manoel Leão / /DOL - Natália Aguiar / Ascom PMS
Sem a presença dos dirigentes responsáveis pelas políticas públicas de pesca, foi realizado nesta quinta feira o I Seminário de debate da piscicultura do território da cidadania sertão do São Francisco.
Não esteve presente Marcelino Galo, Superintendente de Pesca da SEAP, programado para abrir as exposições e que falaria sobre a piscicultura na Bahia e não esteve presente Rose Pondé, Superintendente da CONAB, que discutiria as formas de acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos.
Joseane Araújo, gerente regional da Bahia Pesca, responsável pelo Terminal Pesqueiro de Sobradinho resumiu a situação: “Pescadores e participantes esperavam a presença dos dirigentes que pudessem responder as questões colocadas e abrir compromisso de encaminhamento. Apesar disso o seminário foi produtivo e informativo”.
Para ela “a expectativa do pescador nunca corresponde à realidade, pois ainda não há uma integração entre todos os atores envolvidos. Enquanto a pesca artesanal só agora conseguiu conquistar status de atividade produtiva, vemos tecnologia e investimentos para a piscicultura e isso cria uma área de atrito, que temos o dever de conciliar” – diz Joseane Araújo.
Andréa Geisa Trabuco, do M inistério do Desenvolvimento Social - Consultora do PAA
Bahia do Programa de Aquisição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Social – MDS, diz que “a melhoria das condições para o pescador artesanal depende de uma integração entre todos os envolvidos, da participação das comunidades, das prefeituras, do governo estadual e do governo federal”.
Entende Geisa Trabuco que “não há um processo de exclusão ou substituição do pescador tradicional em proveito do criador de peixes. É uma visão equivocada. O que existe é a falta de coordenação e integração das próprias comunidades interessadas com os governos, a falta de projetos e de entendimento e ordenamento”.
Quem cobra políticas diferentes, pois “se prioriza piscicultura, a criação da tilápia, transformando a piscicultura em tilapicultura, excluindo o pescador tradicional” é Margarida Ladislau Barbosa, do Conselho Pastoral dos Pescadores da Diocese de Juazeiro. Ela coloca o dedo nos pontos frágeis da argumentação governamental: “Qual é a proposta para conter a degradação do rio causada pela ração que alimenta os peixes em cativeiro? Como conduzir um processo de revitalização se os principais atores, responsáveis pela preservação são excluídos? Porque priorizar produção industrial par exportação e excluir a comunidade e o consumo local?”
Margarida diz que existem 13,655 pescadores cadastrados no Território do Sertão do São Francisco, “impacientes com a morosidade do governo”; que 65% do peixe que chega à mesa do consumidor no Nordeste vem da pesca artesanal” e o governo prioriza a implantação de fazendas de criação de peixes “esquecendo quem coloca comida na mesa da população”.
Margarida Ladislau Barbosa, do Conselho Pastoral dos Pesca- dores da Diocese de Juazeiro
O argumento que a produção em cativeiro dos peixes faria o preço cair, não vale para Margarida: “O pescado obtido em viveiros é caro. Prende o homem ao local da fazenda de peixe, cria vínculos empregatícios e custos e não lhe oferece uma remuneração decente. Quem lucra é quem vende a ração, quem vende as redes, quem vende os tanques. O pescador perde a independência e a liberdade e a capacidade de alimentar sua própria família com uma atividade produtiva”.“Além disso”, continua Margarida Ladislau, “o processo de produção de pescado degrada o rio, soma-se à poluição provocada pelas cidades, pelas áreas irrigadas. O preço aí, em qualidade de vida, é muito mais alto”.
Para ela “Não está dito por nenhum órgão do governo como conciliar estas atividades, com respeito ao rio e ao pescador tradicional. São estas respostas que queremos”.
Ainda que culpe as divergências entre pescadores e criadores de peixe “ao ciúme”, pois a piscicultura “tem incentivos, tecnologia e apoio “, Joseane Araújo, da Bahia Pesca é otimista: “Nosso papel é conciliar os dois segmentos. A empresa oferece assistência técnica, indistintamente e busca integração com todos os órgãos interessados nesse processo, que depende muito mais do interesse e do envolvimento dos pescadores, das associações e dos gestores públicos”.
O seminário foi uma realização do Comitê de Articulação da Pesca no Território da Cidadania Sertão do São Francisco, SEAP, MDS, CONAB, Bahia Pesca, SEBRAE e Prefeitura Municipal de Sobradinho, que foi representada pelo Secretário de Agricultura.
FONTE: http://www.diariodaregiaoonline.com.br/
quarta-feira, 17 de março de 2010
Audiência pública para comemorar o Dia Mundial da Água
Diario da Região / Da Redação

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável promove nessa quarta-feira (17), às 09 horas, no Plenário da Câmara Federal, em Brasília, uma audiência pública em comemoração ao Dia Mundial da Água, comemorado no próximo dia 22 de março.
Para o Deputado Federal, Jorge Khoury (DEM/BA), presidente da Comissão que fez o requerimento para realização do evento, o Brasil vem apresentando avanços no cumprimento das metas estabelecidas no Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNHR), "cujo objeto principal é o fortalecimento da gestão integrada desses recursos com vistas a garantir água em quantidade e qualidade para o desenvolvimento sustentável do País". Khoury ressalta que o objetivo da audiência pública é ampliar as discussões sobre a gestão integrada de recursos hídricos.
O Brasil consta na lista de países com os maiores índices de desperdício de água potável do mundo, tendo desviados 40% dos recursos hídricos destinados a consumo humano. 45% da população não têm acesso a água tratada e 96 milhões de pessoas vivem sem esgoto sanitário. Os dados são da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente.
FONTE: http://www.diariodaregiaoonline.com.br/
MAB: Movimento quer impedir construções de novas barragens
Manoel Leão / /DOL
“Acampados” desde a última segunda feira, 15 em Sobradinho integrantes do Movimento dos Atingidos pelas Barragens realizaram hoje pela manhã uma manifestação que percorreu as ruas da cidade e foi até a sede da CHESF, protestando contra a política de implantação de barragens levada a cabo pelo governo Lula.
Com palavras de ordem como “Água e energia não é mercadoria”; “Barragem é exploração, organizados vamos dizer não”, os manifestantes demonstraram sua insatisfação com a política de construção de barragens.
Para os coordenadores do movimento a construção de duas novas barragens no São Francisco, a de Riacho Seco e Pedra Branca, quando construídas, atingirão comunidades dos municípios de Curaçá, Abaré e Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande, Orocó e Cabrobó, em Pernambuco.
“Cerca de 20 mil pessoas poderão ser desalojadas de suas áreas com a construção das duas obras” – denuncia Nívea Diógenes, da coordenação do MAB na região, informando que em Riacho Seco, Curaçá, a Chesf vem realizando oficinas no intuito de convencer as comunidades sobre a importância das barragens e negociar as condições de saída das famílias das suas terras. Já o processo da hidrelétrica de Pedra Branca está suspenso devido ao processo de demarcação do território indígena Tumbalalá.
Para hoje, depois da manifestação eram esperados representantes de diversos órgõs governamentais, que irão debater a pauta de reivindicações dos atingidos, entre eles o Incra, Chesf, Codevasf, prefeituras, vereadores, além de movimentos sociais como MST, MPA e CPT.
A mobilização em Sobradinho faz parte da jornada do Dia Internacional de Luta contra as Barragens, comemorado no dia 14 de março e no acampamento de Sobradinho estão representantes dos atingidos pelas barragens de Sobradinho, Itaparica, Riacho Seco e Pedra Branca.
“Desde o final dos anos 70, com a construção da Barragem de Sobradinho, quando mais de 70 mil pessoas foram relocadas de suas terras, diversas organizações sociais e movimentos populares foram criados para defender os interesses das comunidades. Depois de 30 anos, muitas famílias ainda não tiveram os seus direitos garantidos, como água, saúde, infraestrutura de estradas, entre outras reivindicações, por isso somos contra mais barragens nesse rio”, completa Nívea Diógenes.
Objetivos do acampamento
Os objetivos do acampamento são a articulação dos atingidos das diversas comunidades e municípios, o diálogo conjunto sobre os grandes projetos de investimento do capital e suas consequências na região e o debate do modelo energético brasileiro e a sua implicância nas questões sociais e ambientais.
Durante a atividade, pretende-se intensificar o debate com as populações atingidas sobre os grandes projetos, com foco na Transposição do Rio São Francisco e nas barragens. Na oportunidade, será viabilizado também o intercâmbio entre os atingidos, no sentido de construir uma pauta conjunta de reivindicação dessas comunidades.
O acampamento em Sobradinho segue até o dia 18.
FONTE: www.diariodaregiaoonline.com.br
quinta-feira, 11 de março de 2010
Ponte Polêmica: Misael responde a Lula e Alex desmente secretários
Manoel Leão - Dol Texto e fotos

O beneficio aos produtores rurais, que receberam de Lula na última sexta feira os primeiros 255 lotes do Projeto Salitre, ficou ofuscado pela polêmica criada com a entrega do prefeito Isaac de um projeto para o anel viário de Juazeiro.
O que Isaac disse:
Isaac, depois de, protocolarmente e sem erros, agradecer em nome de Juazeiro a continuidade do Projeto Salitre que vem se arrastando a mais de 30 anos, fazer os elogios à candidata do Presidente e comprometer-se com sua campanha, abandonou o discurso escrito e aproveitou a oportunidade e a platéia para fazer pedidos, entre eles o anel viário e a conclusão da duplicação da ponte.
Elogiou: “É extremamente necessária a continuidade desta política, Ministra Dilma. A política de inclusão social do Presidente Lula não pode parar. O Brasil precisa seguir em frente, no rumo da mudança, combatendo a pobreza e melhorando a qualidade de vida de nossa gente. O povo reconhece e agradece o seu trabalho”.
E depois saiu do que estava escrito: “Entrego hoje aqui, a Vossa Excelência, o projeto do anel viário. Sem esse projeto não resolvemos o projeto de Juazeiro e não projetamos Juazeiro para o futuro” – E continuou: “Só mais um pedido: quando a gente for inaugurar essa obra do anel viário, eu quero que a presidente Dilma convide o nosso eterno presidente Lula para a festa” e aí a entrega dos lotes deixou de ser o assunto.
Nem Geddel, nem Dilma entraram na discussão:
A resposta de Lula ao pedido não foi um compromisso que vai iniciar a obra, que vai licitar ou liberar recursos. Depois do prefeito, o Ministro Geddel falou oito minutos. Não tocou no assunto ponte. Veio o discurso da candidata Dilma e durante os 13 minutos de duração da sua fala ela também não tocou no assunto ponte. Não se comprometeu.
Quem falou após Dilma foi o Governador Jaques Wagner. Logo depois de cumprimentar os presentes Wagner também se escusou de assumir responsabilidade com o projeto entregue pelo prefeito Isaac: “Isaac eu já estava me preparando quando você entregou o projeto ao presidente Lula, eu vou falar aqui: Presidente, eu vou entrar com uma parte para estes 9 quilômetros do projeto de urbanização daqui, mas já que o senhor meu deu outra tarefa, estou achando que estou isento dessa” e saiu pela tangente: “Juazeiro, pela dimensão, pela história, pela tradição, merece esse projeto. Nós viemos agora de Petrolina e o senhor viu que do outro lado a urbanização tem outra dimensão e Juazeiro não pode ficar em condição pior” e mais não prometeu ou falou, salvo que se comprometia a dar “um aporte no orçamento” no restante de seu discurso de 10 minutos.
Lula começa a polêmica, dá bronca e desmente declarações dos secretários de Isaac:
Quem criou a polêmica foi Lula: “Cada vez que eu faço uma reunião PAC e a Ministra Dilma, como coordenadora do PAC sabe disso, eu pergunto dessa ponte entre Petrolina e Juazeiro. Essa ponte virou par mim quase que uma questão de honra. Agora é importante que a gente diga que tem político de Juazeiro que são responsáveis pelo atraso desta obra. Pelo menos a primeira fase desta obra já era para estar pronta, mas houve um movimento do ex-prefeito que não permitiu que a gente concluísse essa ponte. Eu nem sei se ele estava com razão ou não. Não quero nem falar mal dele”.
E continuou: “O dado concreto é que eu chego um dia para inaugurar a Universidade aqui de Juazeiro e a Universidade de Petrolina, e de repente está parada a ponte. Por quê? Porque o prefeito fez um movimento, reuniu a comunidade e diz que não quer mais a ponte assim, que a ponte vai ser assada”.
“Aí teve de fazer um projeto. Ficou não sei quantos meses parada. Aí depois fizemos um outro projeto. Não quer mais desse jeito, quer botar do jeito anterior. Aí não dá! Não dá”.
Depois de expor, n sua concepção, as razões pelas quais a obra da primeira etapa da ponte não foi concluída, Lula não se comprometeu com a continuidade da obra de forma objetiva e aproveitou para dar uma bronca pública no prefeito : “Então agora, eu espero prefeito, que a obra está sendo retomada. Eu já reclamei com o prefeito porque eu não vi ninguém trabalhando lá em cima. Ele disse que estão trabalhando lá em baixo. Trabalhando escondido de mim, porque eu não vi ninguém.
Afaga a platéia, mas não se compromete: “Esta obra tem de ser concluída. E eu quero te dizer, oh prefeito, só tem sentido a gente terminar a obra da ponte com a conclusão dos 9 quilômetros que você quer , porque senão você vai apenas aumentar o tamanho do picolé” e terminou empurrando para o próximo governo a possibilidade de começar segunda parte da ponte, que vai possibilitar que se desça ou se suba à ponte pelo lado baiano: “Então eu estou levando sua proposta (não o projeto), o DNIT já tem o projeto (não disse se aprovado ou não), a Dilma já está sorrindo para você. Significa que aquele abraço que você deu nela eu acho que pode ter alguma importância”.
Lula gastou 7 minutos de seu discurso falando da ponte de Juazeiro e em nenhum momento se comprometeu a liberar recursos, disse que tinha projeto aprovado ou marcou licitação para a obra. Conseguiu constranger, porque o ex-prefeito Misael, agora no PMDB, estava presente, acompanhando o Ministro Geddel e empurrar a decisão para um futuro sobre o qual ele não tem controle; depois das eleições de outubro de 2010.
Misael responde e retifica afirmações de Lula:
Misael, levado às manchetes dos jornais e noticiários locais reagiu com uma nota, onde diz que o “trecho do discurso do Presidente Lula não corresponde inteiramente aos fatos” e explica que proposta das alças foi rejeitado por Juazeiro, incluindo aí deputados federais e lideranças.
Lembra Misael que ele levou um ante projeto a Brasília, elogiado pelo Ministro Alfredo Nascimento e pelo Diretor do DNIT, diz que “a ponte foi utilizada eleitoralmente; apareceu gente garantindo que as obras se iniciariam em abril porque seriam licitadas, que já existia um novo projeto e por aí vai” e encerra duvidando até mesmo se já existe um projeto pronto:
“Vimos na sexta-feira, o prefeito entregar uma pilha de papeis que diz ser o projeto ao Presidente Lula. Ou seja, não existia projeto e, portanto, nem licitação, nem obras a serem realizadas. Alguém mentiu e mentiu, para beneficiar-se em um primeiro momento e depois para manter de pé a mentira anterior”.
Vereador de oposição junta Lula e secretário e mostra incoerência entre as declarações:
Polêmica instalada, Alex Tanuri, resolveu resgatar as promessas feitas pelos Secretários do Prefeito Isaac, que no final do ano passado e início deste, por pressão, construíram tapumes, retiraram os comerciantes do arco da ponte, desviaram o trânsito e justificaram as medidas como necessárias ao início das obras que o presidente diz que não tem ninguém trabalhando.
Alex diz é irônico e duro: “Dizem que mentir e coçar é só começar. Ainda mais, no caso da mentira, quando toda vez que mente, lucra”, diz ao iniciar a nota, que leu na noite de terça na tribuna da Câmara, insinuando que há mais interesses envolvidos.
Continua com transcrição de declarações do Secretário Flávio Luiz sobre o projeto, o início das obras da segunda etapa e conclui dizendo que a administração do prefeito Isaac “É uma administração construída sobre ilusão, mentira e sofrimento do povo de Juazeiro”.
Flávio Luiz entra no debate e nega afirmações anteriores:
A polêmica continuou hoje na Rádio Juazeiro. O Secretário Flávio Luiz, sem justificativa para suas declarações anteriores, desmentidas por Lula, atacou o vereador e disse que “sempre se referiu à primeira etapa nas SUS declarações”.
O Presidente da Câmara quer apagar o fogo e mudar o foco:
O Presidente Zó, a quem interessa usar politicamente a ponte para pavimentar sua campanha a Deputado Estadual, ao sentir risco da administração passar por mentirosa, tentou desviar o foco da discussão: “Não importa quem é o culpado. Importa que a obra seja realizada”. Não diz publicamente, mas torce para que a obra seja iniciada entre junho e setembro, no meio da campanha para que ele possa assumir a paternidade.
A confusão deve continuar na sessão desta quarta feira na Câmara Municipal.
Presidente do PV endossa Misael:
Marcelo Junior, Presidente do PV em Juazeiro participou hoje, 10, do Programa Sem Fronteiras,
Ele endossa a opinião de Misael e reafirma que os deputados e lideranças se mobilizaram contra a construção das alças e que Isaac não teve nenhuma participação na suspensão do projeto, em sua administração.
FONTE:http://www.diariodaregiaoonline.com.br/
Lula começou e a polêmica continua com acusações de mentira dos dois lados. Vereador anexa video e PV apoia

O beneficio aos produtores rurais, que receberam de Lula na última sexta feira os primeiros 255 lotes do Projeto Salitre, ficou ofuscado pela polêmica criada com a entrega do prefeito Isaac de um projeto para o anel viário de Juazeiro.
O que Isaac disse:
Isaac, depois de, protocolarmente e sem erros, agradecer em nome de Juazeiro a continuidade do Projeto Salitre que vem se arrastando a mais de 30 anos, fazer os elogios à candidata do Presidente e comprometer-se com sua campanha, abandonou o discurso escrito e aproveitou a oportunidade e a platéia para fazer pedidos, entre eles o anel viário e a conclusão da duplicação da ponte.
Elogiou: “É extremamente necessária a continuidade desta política, Ministra Dilma. A política de inclusão social do Presidente Lula não pode parar. O Brasil precisa seguir em frente, no rumo da mudança, combatendo a pobreza e melhorando a qualidade de vida de nossa gente. O povo reconhece e agradece o seu trabalho”.
E depois saiu do que estava escrito: “Entrego hoje aqui, a Vossa Excelência, o projeto do anel viário. Sem esse projeto não resolvemos o projeto de Juazeiro e não projetamos Juazeiro para o futuro” – E continuou: “Só mais um pedido: quando a gente for inaugurar essa obra do anel viário, eu quero que a presidente Dilma convide o nosso eterno presidente Lula para a festa” e aí a entrega dos lotes deixou de ser o assunto.
Nem Geddel, nem Dilma entraram na discussão:
A resposta de Lula ao pedido não foi um compromisso que vai iniciar a obra, que vai licitar ou liberar recursos. Depois do prefeito, o Ministro Geddel falou oito minutos. Não tocou no assunto ponte. Veio o discurso da candidata Dilma e durante os 13 minutos de duração da sua fala ela também não tocou no assunto ponte. Não se comprometeu.
Quem falou após Dilma foi o Governador Jaques Wagner. Logo depois de cumprimentar os presentes Wagner também se escusou de assumir responsabilidade com o projeto entregue pelo prefeito Isaac: “Isaac eu já estava me preparando quando você entregou o projeto ao presidente Lula, eu vou falar aqui: Presidente, eu vou entrar com uma parte para estes 9 quilômetros do projeto de urbanização daqui, mas já que o senhor meu deu outra tarefa, estou achando que estou isento dessa” e saiu pela tangente: “Juazeiro, pela dimensão, pela história, pela tradição, merece esse projeto. Nós viemos agora de Petrolina e o senhor viu que do outro lado a urbanização tem outra dimensão e Juazeiro não pode ficar em condição pior” e mais não prometeu ou falou, salvo que se comprometia a dar “um aporte no orçamento” no restante de seu discurso de 10 minutos.
Lula começa a polêmica, dá bronca e desmente declarações dos secretários de Isaac:
Quem criou a polêmica foi Lula: “Cada vez que eu faço uma reunião PAC e a Ministra Dilma, como coordenadora do PAC sabe disso, eu pergunto dessa ponte entre Petrolina e Juazeiro. Essa ponte virou par mim quase que uma questão de honra. Agora é importante que a gente diga que tem político de Juazeiro que são responsáveis pelo atraso desta obra. Pelo menos a primeira fase desta obra já era para estar pronta, mas houve um movimento do ex-prefeito que não permitiu que a gente concluísse essa ponte. Eu nem sei se ele estava com razão ou não. Não quero nem falar mal dele”.
E continuou: “O dado concreto é que eu chego um dia para inaugurar a Universidade aqui de Juazeiro e a Universidade de Petrolina, e de repente está parada a ponte. Por quê? Porque o prefeito fez um movimento, reuniu a comunidade e diz que não quer mais a ponte assim, que a ponte vai ser assada”.
“Aí teve de fazer um projeto. Ficou não sei quantos meses parada. Aí depois fizemos um outro projeto. Não quer mais desse jeito, quer botar do jeito anterior. Aí não dá! Não dá”.
Depois de expor, n sua concepção, as razões pelas quais a obra da primeira etapa da ponte não foi concluída, Lula não se comprometeu com a continuidade da obra de forma objetiva e aproveitou para dar uma bronca pública no prefeito : “Então agora, eu espero prefeito, que a obra está sendo retomada. Eu já reclamei com o prefeito porque eu não vi ninguém trabalhando lá em cima. Ele disse que estão trabalhando lá em baixo. Trabalhando escondido de mim, porque eu não vi ninguém.
Afaga a platéia, mas não se compromete: “Esta obra tem de ser concluída. E eu quero te dizer, oh prefeito, só tem sentido a gente terminar a obra da ponte com a conclusão dos 9 quilômetros que você quer , porque senão você vai apenas aumentar o tamanho do picolé” e terminou empurrando para o próximo governo a possibilidade de começar segunda parte da ponte, que vai possibilitar que se desça ou se suba à ponte pelo lado baiano: “Então eu estou levando sua proposta (não o projeto), o DNIT já tem o projeto (não disse se aprovado ou não), a Dilma já está sorrindo para você. Significa que aquele abraço que você deu nela eu acho que pode ter alguma importância”.
Lula gastou 7 minutos de seu discurso falando da ponte de Juazeiro e em nenhum momento se comprometeu a liberar recursos, disse que tinha projeto aprovado ou marcou licitação para a obra. Conseguiu constranger, porque o ex-prefeito Misael, agora no PMDB, estava presente, acompanhando o Ministro Geddel e empurrar a decisão para um futuro sobre o qual ele não tem controle; depois das eleições de outubro de 2010.
Misael responde e retifica afirmações de Lula:
Misael, levado às manchetes dos jornais e noticiários locais reagiu com uma nota, onde diz que o “trecho do discurso do Presidente Lula não corresponde inteiramente aos fatos” e explica que proposta das alças foi rejeitado por Juazeiro, incluindo aí deputados federais e lideranças.
Lembra Misael que ele levou um ante projeto a Brasília, elogiado pelo Ministro Alfredo Nascimento e pelo Diretor do DNIT, diz que “a ponte foi utilizada eleitoralmente; apareceu gente garantindo que as obras se iniciariam em abril porque seriam licitadas, que já existia um novo projeto e por aí vai” e encerra duvidando até mesmo se já existe um projeto pronto:
“Vimos na sexta-feira, o prefeito entregar uma pilha de papeis que diz ser o projeto ao Presidente Lula. Ou seja, não existia projeto e, portanto, nem licitação, nem obras a serem realizadas. Alguém mentiu e mentiu, para beneficiar-se em um primeiro momento e depois para manter de pé a mentira anterior”.
Vereador de oposição junta Lula e secretário e mostra incoerência entre as declarações:
Polêmica instalada, Alex Tanuri, resolveu resgatar as promessas feitas pelos Secretários do Prefeito Isaac, que no final do ano passado e início deste, por pressão, construíram tapumes, retiraram os comerciantes do arco da ponte, desviaram o trânsito e justificaram as medidas como necessárias ao início das obras que o presidente diz que não tem ninguém trabalhando.
Alex diz é irônico e duro: “Dizem que mentir e coçar é só começar. Ainda mais, no caso da mentira, quando toda vez que mente, lucra”, diz ao iniciar a nota, que leu na noite de terça na tribuna da Câmara, insinuando que há mais interesses envolvidos.
Continua com transcrição de declarações do Secretário Flávio Luiz sobre o projeto, o início das obras da segunda etapa e conclui dizendo que a administração do prefeito Isaac “É uma administração construída sobre ilusão, mentira e sofrimento do povo de Juazeiro”.
Flávio Luiz entra no debate e nega afirmações anteriores:
A polêmica continuou hoje na Rádio Juazeiro. O Secretário Flávio Luiz, sem justificativa para suas declarações anteriores, desmentidas por Lula, atacou o vereador e disse que “sempre se referiu à primeira etapa nas SUS declarações”.
O Presidente da Câmara quer apagar o fogo e mudar o foco:
O Presidente Zó, a quem interessa usar politicamente a ponte para pavimentar sua campanha a Deputado Estadual, ao sentir risco da administração passar por mentirosa, tentou desviar o foco da discussão: “Não importa quem é o culpado. Importa que a obra seja realizada”. Não diz publicamente, mas torce para que a obra seja iniciada entre junho e setembro, no meio da campanha para que ele possa assumir a paternidade.
A confusão deve continuar na sessão desta quarta feira na Câmara Municipal.
Presidente do PV endossa Misael:
Marcelo Junior, Presidente do PV em Juazeiro participou hoje, 10, do Programa Sem Fronteiras,
Ele endossa a opinião de Misael e reafirma que os deputados e lideranças se mobilizaram contra a construção das alças e que Isaac não teve nenhuma participação na suspensão do projeto, em sua administração.
FONTE:http://www.diariodaregiaoonline.com.br/
domingo, 7 de março de 2010
Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação
Diário da Região / Lidiane Cavalcante / Manoel Leão

Cerca de R$500 milhões oriundos do Pré- Sal para o Fundo Clima, serão destinados ao Nordeste, pelo Ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc
Cerca de R$500 milhões oriundos do Pré- Sal para o Fundo Clima, serão destinados ao Nordeste, pelo Ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc
Em entrevista à imprensa regional na última quarta-feira (03) o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, destacou a importância do I ENED – I Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação que está sendo realizado em Juazeiro e Petrolina reafirmou a disposição do IBAMA de continuar a combater o crime ambiental. Para ele as ações devem ser “casadas” com o compromisso de todos os agentes públicos.
Reconhecendo a “fragilidade” econômica da população que vive na caatinga e as dificuldades para uma agenda comum que ofereça alternativas de sobrevivência, o Ministro diz que deste encontro sairão compromissos diferentes, capazes de diminuir o ritmo de devastação.
O ministro destacou, também, que há projetos em estudo para a preservação do bioma. O Banco do Nordeste analisa a criação do Fundo Caatinga e o Banco do Brasil tem a intenção de implementar um Fundo contra a Desertificação. Cerca de R$500 milhões oriundos do Pré- Sal para o Fundo Clima, serão destinados ao Nordeste, pelo Ministério do Meio Ambiente.
IBAMA
Apesar do elenco amplo de propostas, entre elas a criação de fundos de preservação da caatinga bancados pelo Banco do Brasil e Banco do Nordeste do Brasil, as ações do IBAMA é que continuam sendo efetivas.
Na última quarta-feira o órgão destruiu 50 fornos e apreendeu uma tonelada e meia de carvão no Serrote Pelado no município de Petrolina, a 25 quilômetros da sede.
Segundo informações da IBAMA, o Ministério Público irá iniciar ações penais - para punir os que cometeram irregularidades - e ações civis - para que o dano ambiental seja compensado.
Durante a mesma ação foram localizados também três desmatamentos na região, totalizando cerca de 60 hectares. As fiscalizações aéreas continuarão nos próximos dias em busca de mais áreas desmatadas e de outras irregularidades ambientais.
Devastação da Caatinga
O único bioma considerado exclusivamente brasileiro mantém apenas metade de sua cobertura vegetal. A principal causa da destruição da Caatinga é a extração da mata nativa, convertida em lenha e carvão vegetal destinados, principalmente, aos pólos gesseiro e cerâmico do Nordeste e ao setor siderúrgico de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Dados divulgados pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, indicam que os números do monitoramento do desmatamento da Caatinga, realizado entre 2002 e 2008, apontam que metade de sua cobertura vegetal está devastada. Minc destacou que essa é a região mais vulnerável às mudanças climáticas, no País, com forte tendência à desertificação.
A caatinga mantém apenas metade de sua cobertura vegetal original; em 2008, a vegetação remanescente da área era de 53,62%. De 2002 a 2008, foram devastados 16.576 km2, o equivalente a 2% de toda a Caatinga, sendo que a taxa de desmatamento, anual média, nesse período, ficou em torno de 0,33%, ou seja, 2 763 km².
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Curaçá: Denúncias do vereador Valberto Matos

O vereador de Curaçá, Valberto Matos (PSDB), fez uma avaliação do quadro político municipal. Apontou as dificuldades enfrentadas pelo prefeito Salvador Lopes (PT), as dificuldades impostas pelo Governo Federal, o comportamento da oposição, e a catastrófica situação na área de segurança, com as polícias enfrentando inúmeras dificuldades para atender a população, que se encontra à mercê da bandidagem.
Polícia desamparada – “A situação de segurança em nosso município é a pior possível. A Polícia Militar desamparada, sem transporte. Os assaltos estão acontecendo constantemente, inclusive na BA 210, no trecho de Curaçá a Abaré. Barreiras são feitas na estrada, como se fosse a cobrança de pedágios. São inúmeros os carros e motos que são atacados pelos assaltantes. Há poucos dias chegou uma viatura nova para a Delegacia de Polícia, mas o carro não presta qualquer tipo de serviço para a comunidade, fica parado na porta servindo de enfeite. Quando sai para um estabelecimento no centro da cidade, retorna no mesmo momento. E outra coisa, não existe nenhum trabalho voltado para a questão de investigação. As coisas acontecem constantemente e ficam no esquecimento”.
Violência e assalto no interior – “No Distrito de Patamuté, local de divisa com o município de Uauá, tomaram de assalto uma camioneta D 10 de um senhor. Os ladrões andaram com o carro por quase todo o município, retornaram ao distrito e foram embora. A polícia foi comunicada e providências não foram tomadas”, informa.
Um outro fato lamentável é narrado pelo vereador. “No dia 17 de janeiro, durante a tarde, quatro indivíduos não identificados chegaram ao mesmo Distrito, dirigiram-se a um bar e logo em seguida a um restaurante, todos armados. Eles saíram do local direto para a estrada que dá acesso ao distrito de Barro Vermelho e ao município de Uauá para fazerem abordagens. Eles andavam em um veiculo Palio, quatro portas, cor metálica, placa de Petrolina, com número não identificado. Várias as pessoas foram abordadas, sendo que uma delas é um jovem chamado Edílson, de 25 anos de idade, que estava em uma moto. Ele tem problema mental, é aposentado, estava se dirigindo ao povoado, a pedido da mãe para comprar suprimentos para abastecer o comércio. No trecho se encontravam esse prováveis assaltantes que tomaram os R$ 90,00, cortaram de faca o banco da moto, os dois pneus e tomaram a chave. O coitado foi humilhado, chorou, urinou, deram muita porrada, meteram a faca em sua barriga que passou de relaspão (sic), mesmo assim perdeu bastante sangue”, denuncia. Valberto pede para que a Polícia Civil em Juazeiro ou a Secretaria Estadual de Segurança apurem o caso. “Algumas pessoas chegaram a comentar que aquelas pessoas eram policiais civis. Caso seja, eu não vejo como policiais, porque se forem estamos mal”, indigna-se.
Cadeia ultrapassada – No ano de 2009 houve mais uma fuga de presos na cadeia pública local. O imóvel possui apenas dois quartos e há mais de dezenas de anos não tem a mínima condição para funcionar. A justiça local, juntamente com as autoridades, solicitou providências urgentes do Governo Estadual, que até o momento, empurra o caso com a barriga, colocando em risco a vida das pessoas. “Recentemente houve uma audiência pública com representantes de vários segmentos e solicitei que fosse construído um presídio. O que se vê é fuga em massa. As condições dos presos são desumanas. Eles ficam amontoados em dois quartinhos. Na frente da delegacia, e em pleno centro da cidade, o que se vê são muitos carros batidos e abandonados, formando um ferro velho. Espero que o município tome providências”.
Estrutura da Polícia Militar – “Não adianta ter bons homens, se não tem estrutura para trabalhar. Há viaturas que não têm a mínima condição de funcionar. Se um cara for um bom ciclista, termina dando grandes dribles e as viaturas não alcançam”, compara. O vereador afirma que a prefeitura contribui com a segurança. “O município é quem está arcando com grande parte das despesas da polícia. A prefeitura locou carros com combustível e forneceu para a polícia trabalhar, inclusive no interior em parceria com a população, a exemplo de Riacho Seco e Pedra Branca”, informa.
Falência – “Hoje mais de 90% das prefeituras na Bahia estão falidas e ainda são obrigadas a passarem por essa humilhação em tentar manter o funcionamento do trabalho da polícia. Aqui em Curaçá as despesas giram em torno de R$ 14 mil por mês. Essa responsabilidade deveria ser do Governo do Estado”.
Governo federal e a falta de compromissos – “O Governo Lula deveria tratar com respeito todos os municípios do país. Em 2009 houve uma queda brusca do FPM. Em 2010 as perspectivas não são animadoras. Em janeiro se registra uma queda de 24,5%, forçando o gestor a tomar atitudes radicais, fazendo demissões e reduzindo ações na área social. Ele usou um meio irresponsável, quando isentou o IPI dos produtos industrializados, pois quem fabrica são os grandes. Enquanto isso, o pequeno vive enganado com a migalha que ele paga com a ‘bolsa família’, que não dá para suprir as necessidades. Quando uma dessas pessoas adoece, termina morrendo na porta do hospital. Eu não vejo esse tão propalado equilíbrio econômico, a exemplo das prefeituras. Lula é bom de propaganda, provavelmente quando sair do governo, uma dessas empresas o contrate, porque ele foi para a mídia pedir ao povo que compre geladeira, televisão, fogão e o miserável do ignorante, mesmo sem condições, comeu corda e se arrebentou em dívidas”.
Governo municipal – “Eu tenho feito críticas à administração municipal, mesmo sendo aliado. No início do governo cobrei ações referentes às condições de como estava recebendo a prefeitura. Hoje estamos vendo um município afundado, devido ao grande rombo encontrado. Eu sei que ele é maleável, não quer ferir pessoas mesmo sofrendo e hoje estamos vendo a situação. O jurídico deveria ser acionado no início, levar o caso para a justiça, fechar a prefeitura durante os três primeiros meses para que se fizesse uma auditoria com a participação da justiça. Hoje são muitas pessoas descontentes, a prefeitura está sendo obrigada a demitir”.
O vereador faz um comparativo do antes e depois com relação à questão financeira. “No início do governo
Aristóteles Loureiro, Salvador Lopes deixou em caixa R$ 1.117.000,00, uma poupança gorda e de restos a pagar deixou um valor de R$ 193 mil em cheques para pagar. O ex-gestor pegou uma prefeitura enxuta, com dinheiro em caixa e quatro anos depois devolveu totalmente depenada, falida, devastada e arrebentada”.
Proveito político – “O político ou o cidadão comum que age dessa forma, que torce para que aconteça o pior, eu não vejo que essa pessoa tenha a mínima condição de ser representante de um povo. Antes de tudo ele é um irresponsável. Caso eu fosse de oposição, a minha obrigação deveria ser a de ajudar, porque o que está em jogo é o desenvolvimento do município, a vida das pessoas. Eu classifico esse tipo de gente como os verdadeiros urubus, que ficam torcendo para o animal morrer para que ele possa se alimentar. Eles mentem muito. Como vereador, o meu comportamento está sendo igual ao da gestão anterior em fiscalizar e denunciar as coisas erradas. Eu observo, questiono, porque o meu objetivo é fiscalizar as ações de quem quer que seja, inclusive na aplicação dos recursos”, classifica. Valberto faz um comparativo. “Na gestão passada vi alguns companheiros acobertarem toda a malandragem. Nós da oposição questionávamos e eles ficavam calados, sendo coniventes. Hoje estão colocando as unhas de fora. Agora eu não sei qual a credibilidade que esse povo tem? Oposição tem que haver agora sem paixão e com responsabilidade”.
Atraso de salários – “Houve o atraso de salário de algumas pessoas, a exemplo dos comissionados. A informação de que tinha três meses não é verdade. Agora eu não concordo em atrasar salário, porque todo trabalhador tem seus compromissos. Mas tudo isso se deu devido à redução da receita, que pegou o gestor de ‘calça curta’. Ele levou uma grande punhalada. O valor do repasse do FPM girava em torno de R$ 900 mil a R$ 1,1 milhão por mês. Com a redução ficou em torno de R$ 700 mil. Uma redução de mais de R$ 300 mil para um município pequeno”, relata.
Governo do Estado – O vereador argumenta que não enxerga o Governo Wagner (PT), pela péssima situação de perigo e abandono da BA 210 e outros problemas existentes no município ao longo de vários anos. “O principal irresponsável é o ex-governador Paulo Souto. Para garantir a eleição no município do seu ex-aliado, Aristóteles Loureiro, o Tote, ele abriu uma licitação, colocou máquinas para trabalhar, que em poucos dias foram desviadas para fazer campanha política suja, com aberturas de barreiros e abastecimento de água através de carros-pipas. Ele recuperou a estrada com um arremedo. Na primeira chuva se deteriorou igual a sonrisal. Hoje, com relação ao município, só existem projetos e mais nada. Espero que saia alguma coisa, tipo a usina para o beneficiamento de leite que foi prometida”, conclui.
FONTE: Jornal Ação Popular http://www.acaopopular.net



Juazeiro na lista de municípios que podem dar licenciamento ambiental
A resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cepram) já foi publicada no Diário Oficial.
Diario da Região / Agecom
O Cepram autorizou Juazeiro a emitir licenciamento ambiental,
descentralizando a gestão pública
O programa alcançou a meta de tornar mais de 100 municípios autônomos em gestão ambiental, sendo que 25 já estão licenciando. O GAC pretende fortalecer os órgãos municipais e agilizar os processos de licenciamento com segurança técnica e jurídica, porque mais de 70% dos processos encaminhados ao Instituto do Meio Ambiente (IMA) são de impacto local e não ultrapassam os limites territoriais do município.
O GAC está dividido em três níveis de licenciamento, que depende do porte dos empreendimentos e atividades, da complexidade ambiental, das características do ecossistema e da capacidade de suporte dos recursos ambientais envolvidos. Para ter legitimidade, o município deve possuir legislação ambiental, ter um órgão responsável pelo tema, possuir Conselho Municipal de Meio Ambiente e, quando obrigatório, implementar seu plano diretor.
FONTE: http://www.diariodaregiaoonline.com.br/
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
De Sucupira a Paris (e o nosso carnaval, hein?)
domingo, 31 de janeiro de 2010
*Paulo Carvalho (SPO)
Um violão no colo do M, que idéia fantástica!
Misael agora vai virar artista. E ao contrário do que as más línguas de Juazeiro pensam, de acordo com o projeto da “Caco de Telha”, empresa da cantora juazeirense Ivete Sangalo, representada pelo seu irmão, o polêmico e exuberante “M” da Orla I não será dinamitado, mas sim valorizado como base para o nosso maior troféu: O VIOLÃO.
Após o anúncio da mudança de data do carnaval, que inclusive, continua fora de época, deixando de ser pré para ser pós o período oficial, ouvi pessoas, ou melhor, partidários, que, em nome de vaidades políticas, elogiavam a iniciativa porque erroneamente acreditavam que o “M” da Orla sairia dali, como se detonado por uma bomba! Agora o que não dá para entender é como a gestão pública prefere ignorar a vontade da população para satisfazer as vontades de sua rainha, que além do axé e do carnaval baiano, agora é a rainha de nossas vontades também. E o governo ainda afirma que trabalha em sintonia com a população. Afinal, que sintonia é essa?
É lamentável que ainda existam nesta cidade defensores do caos, que se alegram, se deliciam com a desgraça administrativa de um ex-gestor, quando não são simpatizantes do mesmo. É por isso que Juazeiro se esfacela no atraso, porque enquanto uns planejam a cidade para o futuro, com visão empreendedora, para uma transformação cultural que nos encha de orgulho, outros se aproveitam da titularidade do projeto, para atropelar os seus verdadeiros fins, dando sugestões de cunho perseguidor, fascista e puramente eleitoreiro.
Baseado nesse episódio, do não entendimento do projeto inicial, é que fiz questão de abrir esta crônica, festejando Juazeiro como a “Cidade do Violão”, e não como a cidade dos “terroristas” sem ética partidária e sem projeto, porque só entendem uma língua: a da exclusão social e política de seus adversários.
No nosso entendimento, todos os ex-gestores do município deram sua contribuição para o desenvolvimento sócio-econômico do povo e da cidade, e até o atual que está se esforçando para mostrar que verdadeiramente representa a mudança. Qualquer outro entendimento é paixão política, é servidão, é sem propósito, porque o povo é o “senhor dos mandatos”, e esse povo, sábio, entende melhor a política de sua cidade, quando o “sapato aperta”. Então, de Sucupira a Paris, e a cidade respira extasiada, com projetos megalômanos, de porte internacional, com se fosse a “Cidade Luz”, noites parisienses no Sertão do São Francisco, e a idéia de um “Stradivárius do Sertão”, e ainda com uma matéria-prima chamada: árvore do juazeiro.
Que idéia fantástica! Um violão no colo do M. Será que Misael vai virar mesmo artista? Bem, mas o que importa mesmo é que a empresa de Ivete Sangalo trouxe novos ventos para Juazeiro, mesmo querendo ressuscitar um velho morto que conhecemos; que virou a cara para a cidade, sem ao menos conhecer os seus discípulos do terceiro milênio. Olha, não é pessimismo não, mas eu gostaria de estar vivo para presenciar esse momento. Ver o “papa” da bossa nova de pertinho e ainda descolar um autógrafo, seria a glória. Mas, como repetem os pensadores do povo: “enquanto há vida, há esperança”.
E que Juazeiro continue tocando violão: no colo, nos braços, na alma e no coração desse povo que não se cansa de sonhar, nem de esperar pela mudança.
FONTE: A NOTÍCIA DO VALE http://www.anoticiadovale.com
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Milhões em reais, blocos e cimento
Há alguns anos, momento em que era executada a obra de duplicação da ponte Presidente Dutra, no primeiro trecho iniciado na cabeceira de Petrolina-PE., estava eu no balcão de um comércio de guloseimas sob o viaduto da cabeceira baiana da referida ponte, quando dois distintos senhores, bem vestidos, trabalhadores na obra em epígrafe, suponho eu engenheiros daquela obra civil e os mesmos se questionavam como podia as autoridades ampliarem a ponte se seriam gastos quatro vezes menos para construir uma nova ponte.
Me recordo claramente a imprensa regional divulgando a opinião geral da população que optava pela construção de uma nova ponte pela área do porto fluvial de Juazeiro. Mas não consigo entender porque a necessidade de reformar/remodelar uma obra civil tão bonita e tão representativa da nossa região. Essa ampliação tinha que ser feita mesmo? Para favorecer a quem? Já que tinha possibilidade de construção de uma nova passagem sobre o rio São Francisco, levando para fora do centro de Juazeiro e Petrolina o trânsito de carretas e caminhões que por aqui passam.
E por falar em porto fluvial de Juazeiro, prepostos do governo do estado da Bahia, em Juazeiro anunciaram na imprensa que serão aplicados 8 milhões de reais para recuperar o tal porto que construiram e deixaram abandonado para depredação total. Porque não contrataram uma empresa de segurança para guardar o patrimonio?
Por aqui as coisas acontecem assim... mas chega de empurrar com a barriga!!! A orla nova de Juazeiro está se acabando... fecharam com blocos e cimento a estação velha de Piranga... daqui ha pouco vão fechar também todas as portas e janelas do prédio antigo da FRANAVE... nesse caso, aja blocos e cimento...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Coisas da transposição
Foi divulgado em cadeia nacional de rádio pela 'Voz do Brasil' que o Projeto de Integração de Bacias, ou Projeto de Transposição do Rio São Francisco, executado com recursos do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, esteve suspenso por irregularidades na prestação de contas. A Voz do Brasil informou que foram duas as irregularidades encontradas: pagamento de aluguel de caminhonetes com tração nas quatro rodas com valores acima do normal e passagens aéreas também superfaturadas. A informação passada é que os valores estavm cerca de quarenta porcento acima dos preços praticados no mercado.
A Voz do Brasil informou que a partir da retomada das obras, o Ministério da Integração Nacional será obrigado a locar veículos, pagando de acordo com as planilhas do DNIT. E as passagens só serão aceitas dentro dos valores praticados no mercado.
Essa é uma das notícias divulgadas pela voz do Brasil, mas que não alcança a grande mídia. O Tribunal de Contas da União, no cumprimento de sua função, encontra erros absurdos por ai a fora, mas que não são divulgados.
ESTAMOS DE OLHO...
E DE OUVIDOS BEM ABERTOS!!!
Engenheiro, Jornalista e Professor
Tecnologias de captação e disponibilização de água chegam ao semiárido
Até novembro deste ano, serão implantados em 70 municípios de 16 territórios de identidade 620 barreiros-trincheira, 322 limpezas de aguadas, 130 cisternas de enxurradas e 33 bombas d’água populares para dessedentação de animais. Entre outros benefícios, esses mecanismos vão garantir o aproveitamento máximo das águas de chuva que caem no semiárido.
Com verba do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), o projeto Aguadas é executado pelo Ingá e tem apoio técnico da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), via Superintendência de Apoio à Agricultura Familiar (Suaf). As nove organizações que foram selecionadas em chamada pública possuem experiência de pelo menos dez anos em tecnologias de convivência com o semiárido brasileiro.
A iniciativa terá caráter participativo e todos os segmentos envolvidos nas ações terão voz ativa na implantação dos projetos. Além do governo estadual e das famílias, participam das tomadas de decisão do Aguadas as comissões municipais, formadas por organizações das prefeituras locais, e as comissões comunitárias.
Benefícios
“As obras do projeto são de baixo custo, de tecnologia simples, fácil de ser aproveitadas pelos beneficiários e não apresentam impactos ambientais. A metodologia utilizada na execução do Aguadas assegura a participação ativa das famílias em todo o processo, o que possibilitará que elas conheçam melhor as características e potencialidades da região onde vivem e comecem a enxergá-la com outros olhos”, explicou o coordenador de Projetos do Ingá, Roque Aparecido.
O semiárido baiano apresenta uma média pluviométrica anual de 750 milímetros e em determinadas regiões é inferior a 400 milímetros. Segundo estudos hidrológicos, essas chuvas são suficientes para suprir as demandas hídricas das populações, mas a falta de aproveitamento dessa água é causadora da escassez hídrica na região.
“Mais do que combater a seca, deve-se conviver com o clima, aproveitando a época das chuvas para armazenar água e poder aproveitar com tranquilidade o período de estiagem. Também é fundamental capacitar a população local para uma relação de convivência harmoniosa e sustentável com o clima da região”, disse o diretor-geral do Ingá, Julio Rocha.
Movimento dos atingidos vai interditar ponte do Ibó
No próximo dia 18 o MABIN- Movimento dos atingidos pela Barragem de Itaparica estará fechando a ponte do Ibó
Diario da Região / Blog Geraldo José / Iana Lima
O presidente Lula visitou as obras da Barragem, que segundo trabalhadores resultou em dívidas incalculáveis aos municipios atingidos
Fonte:
http://www.diariodaregiaoonline.com.br/
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Juazeiro: Pescadores desrespeitam época da piracema e comercializam pescado no Angary
Diario da Região / Iana Lima
conhecido como período de reprodução dos peixes. A comercialização do cari na orla de Juazeiro, no bairro Angary, chamou a atenção do órgão que constatou a pesca indiscriminada.
Em contato por telefone com o diretor regional do Ibama, Djalma da Nóbrega, foi confirmada a informação de que a pesca em larga escala é proibida nessa época do ano, independente da espécie de peixe. “A pesca não é permitida na época da Piracema. A exceção se refere aos pescadores regularizados que tem permissão na pesca com anzol e linha, e cada pescador só pode pescar 5k mais um exemplar. A pesca não pode ser realizada nem com tarrafa, nem com rede”, informou o representante do órgão completando que fiscais estiveram no Angary e verificaram a grande quantidade de cari que estava sendo tratado e comercializado.
Colônia
O presidente da Colônia de Pescadores, Domingos Márcio Matos disse que a entidade não concorda com essa pesca. “Não concordamos porque na época da piracema a pesca em grande quantidade é proibida e não existe portaria abrindo exceção para o cari”, informou. Segundo Domingos, cada pescador cadastrado recebe um salário mínimo na época da piracema, que dura 4 meses.
Segundo o presidente da colônia são 1.300 pescadores cadastrados e uma média de 300 que não estão regularizados porque exercem outras atividades além da pesca. “È difícil viver da pesca nessa área do rio, pois ficamos entre duas barragens, o que nos prejudica. Agora ainda estão para construir a terceira em Curaçá”, lamentou, explicando que os pescadores estão apenas tentando trabalhar e complementar sua renda. “São pais de família que querem ter seu sustento”, reforçou.
A colônia fundada em 1992 abrange os municípios de Curaçá, Petrolina e a comunidade de Lagoa no Salitre.
Mutirão educativo
Um mutirão educativo realizado ontem (14) pro várias secretarias da prefeitura de Juazeiro prestou esclarecimentos e orientou pescadores e comerciantes sobre a importância da limpeza no local onde são tratados os peixes.
Durante a ação, educadores de saúde e fiscais ambientais orientaram os comerciantes e pescadores sobre os procedimentos corretos para o tratamento dos pescados e a destinação adequada para as vísceras desses animais. Além do trabalho de conscientização dos pescadores e moradores do bairro, funcionários da SEIHASP distribuíram tonéis em áreas estratégicas para o depósito e coleta do lixo acumulado.
Para o comerciante de peixes Genival, a ação é de grande importância para a população do bairro, pescadores e comerciantes. “Nós realizamos esse trabalho uma vez por ano, sempre na época de produção. Compramos os peixes diretamente dos pescadores e os tratamos nas margens do rio, sei que o cheiro é insuportável, mas agora através da coleta realizada pela prefeitura tudo irá melhorar. É de fundamental importância manter o ambiente limpo e preservado”, reconheceu o comerciante.
Piracema
Diário da Região Online
Na beira do rio os peixes estão
Foto: José Tavares
