sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Milhões em reais, blocos e cimento

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Milhões em reais, blocos e cimento

Profº Martins

Há alguns anos, momento em que era executada a obra de duplicação da ponte Presidente Dutra, no primeiro trecho iniciado na cabeceira de Petrolina-PE., estava eu no balcão de um comércio de guloseimas sob o viaduto da cabeceira baiana da referida ponte, quando dois distintos senhores, bem vestidos, trabalhadores na obra em epígrafe, suponho eu engenheiros daquela obra civil e os mesmos se questionavam como podia as autoridades ampliarem a ponte se seriam gastos quatro vezes menos para construir uma nova ponte.
Me recordo claramente a imprensa regional divulgando a opinião geral da população que optava pela construção de uma nova ponte pela área do porto fluvial de Juazeiro. Mas não consigo entender porque a necessidade de reformar/remodelar uma obra civil tão bonita e tão representativa da nossa região. Essa ampliação tinha que ser feita mesmo? Para favorecer a quem? Já que tinha possibilidade de construção de uma nova passagem sobre o rio São Francisco, levando para fora do centro de Juazeiro e Petrolina o trânsito de carretas e caminhões que por aqui passam.
E por falar em porto fluvial de Juazeiro, prepostos do governo do estado da Bahia, em Juazeiro anunciaram na imprensa que serão aplicados 8 milhões de reais para recuperar o tal porto que construiram e deixaram abandonado para depredação total. Porque não contrataram uma empresa de segurança para guardar o patrimonio?
Por aqui as coisas acontecem assim... mas chega de empurrar com a barriga!!! A orla nova de Juazeiro está se acabando... fecharam com blocos e cimento a estação velha de Piranga... daqui ha pouco vão fechar também todas as portas e janelas do prédio antigo da FRANAVE... nesse caso, aja blocos e cimento...

Wagner Silas Martins
Engenheiro, Jornalista e Professor

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Coisas da transposição

Profº Martins

Foi divulgado em cadeia nacional de rádio pela 'Voz do Brasil' que o Projeto de Integração de Bacias, ou Projeto de Transposição do Rio São Francisco, executado com recursos do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, esteve suspenso por irregularidades na prestação de contas. A Voz do Brasil informou que foram duas as irregularidades encontradas: pagamento de aluguel de caminhonetes com tração nas quatro rodas com valores acima do normal e passagens aéreas também superfaturadas. A informação passada é que os valores estavm cerca de quarenta porcento acima dos preços praticados no mercado.

A Voz do Brasil informou que a partir da retomada das obras, o Ministério da Integração Nacional será obrigado a locar veículos, pagando de acordo com as planilhas do DNIT. E as passagens só serão aceitas dentro dos valores praticados no mercado.
Essa é uma das notícias divulgadas pela voz do Brasil, mas que não alcança a grande mídia. O Tribunal de Contas da União, no cumprimento de sua função, encontra erros absurdos por ai a fora, mas que não são divulgados.
ESTAMOS DE OLHO...
E DE OUVIDOS BEM ABERTOS!!!

Wagner Silas Martins
Engenheiro, Jornalista e Professo
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Tecnologias de captação e disponibilização de água chegam ao semiárido

A qualidade de vida, a produção agrícola e a renda familiar de cerca de 1.500 famílias do semiárido baiano serão melhoradas com a implantação de tecnologias de armazenamento e captação de água e técnicas de irrigação sustentáveis. Com investimento de R$ 8,2 milhões, o governo da Bahia, através do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá), assinou convênio com nove organizações da sociedade civil vinculadas à Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) para desenvolver as ações do projeto Aguadas.

Até novembro deste ano, serão implantados em 70 municípios de 16 territórios de identidade 620 barreiros-trincheira, 322 limpezas de aguadas, 130 cisternas de enxurradas e 33 bombas d’água populares para dessedentação de animais. Entre outros benefícios, esses mecanismos vão garantir o aproveitamento máximo das águas de chuva que caem no semiárido.

Com verba do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), o projeto Aguadas é executado pelo Ingá e tem apoio técnico da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), via Superintendência de Apoio à Agricultura Familiar (Suaf). As nove organizações que foram selecionadas em chamada pública possuem experiência de pelo menos dez anos em tecnologias de convivência com o semiárido brasileiro.

A iniciativa terá caráter participativo e todos os segmentos envolvidos nas ações terão voz ativa na implantação dos projetos. Além do governo estadual e das famílias, participam das tomadas de decisão do Aguadas as comissões municipais, formadas por organizações das prefeituras locais, e as comissões comunitárias.

Benefícios

“As obras do projeto são de baixo custo, de tecnologia simples, fácil de ser aproveitadas pelos beneficiários e não apresentam impactos ambientais. A metodologia utilizada na execução do Aguadas assegura a participação ativa das famílias em todo o processo, o que possibilitará que elas conheçam melhor as características e potencialidades da região onde vivem e comecem a enxergá-la com outros olhos”, explicou o coordenador de Projetos do Ingá, Roque Aparecido.

O semiárido baiano apresenta uma média pluviométrica anual de 750 milímetros e em determinadas regiões é inferior a 400 milímetros. Segundo estudos hidrológicos, essas chuvas são suficientes para suprir as demandas hídricas das populações, mas a falta de aproveitamento dessa água é causadora da escassez hídrica na região.

“Mais do que combater a seca, deve-se conviver com o clima, aproveitando a época das chuvas para armazenar água e poder aproveitar com tranquilidade o período de estiagem. Também é fundamental capacitar a população local para uma relação de convivência harmoniosa e sustentável com o clima da região”, disse o diretor-geral do Ingá, Julio Rocha.
Fonte: Agecom

Movimento dos atingidos vai interditar ponte do Ibó

No próximo dia 18 o MABIN- Movimento dos atingidos pela Barragem de Itaparica estará fechando a ponte do Ibó

Diario da Região / Blog Geraldo José / Iana Lima

O presidente Lula visitou as obras da Barragem, que segundo trabalhadores resultou em dívidas incalculáveis aos municipios atingidos

O presidente Lula visitou as obras da Barragem, que segundo trabalhadores resultou em dívidas incalculáveis aos municipios atingidos

No próximo dia 18 o MABIN- Movimento dos atingidos pela Barragem de Itaparica estará fechando a ponte do Ibó-Pe em protesto pelo descaso da CHESF que a vinte anos engana o trabalhador reassentado e não reassentado nos projetos de irrigação.
O movimento só será interrompido depois que uma comissão comparecer para negociar com os líderes. Segundo Carlos Fonseca, secretário do movimento, o trabalhador não agüenta mais. Agora um vendaval derrubou as plantações de bananas no projeto Fulgêncio em Santa Maria causando mais prejuízos. Esses agricultores não são amparados por nenhuma lei e vão ficar no prejuízo.

A procuradoria em Paulo Afonso examina os documentos a passo de tartaruga. Com apoio dos índios a comissão do movimento pretende levar trabalhadores de Belém do São Francisco, Itacuruba, Rodelas, Floresta, Chorrochó, Abaré, Santa Maria e Orocó. Mais de três mil trabalhadores são esperados nesse movimento.

A CHESF tem uma dívida incalculável com esses municípios, pois os projetos não foram concluídos e a verba de manutenção que era de 2,5 salários, não passou de 1,5 salários e eles querem a diferença.


Fonte:


http://www.diariodaregiaoonline.com.br/

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ibama considera ilegal a pesca do cari na piracema

Juazeiro: Pescadores desrespeitam época da piracema e comercializam pescado no Angary

Diario da Região / Iana Lima

A gerencia regional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais – IBAMA/BA, realizou ontem uma operação de fiscalização no Rio São Francisco após constatar a pesca predatória, com o objetivo de comercialização na época da piracema, que iniciou no país no dia 1º de novembro (2009) e se estende até o dia 28 de fevereiro de 2010. O fenômeno é
conhecido como período de reprodução dos peixes. A comercialização do cari na orla de Juazeiro, no bairro Angary, chamou a atenção do órgão que constatou a pesca indiscriminada.

Em contato por telefone com o diretor regional do Ibama, Djalma da Nóbrega, foi confirmada a informação de que a pesca em larga escala é proibida nessa época do ano, independente da espécie de peixe. “A pesca não é permitida na época da Piracema. A exceção se refere aos pescadores regularizados que tem permissão na pesca com anzol e linha, e cada pescador só pode pescar 5k mais um exemplar. A pesca não pode ser realizada nem com tarrafa, nem com rede”, informou o representante do órgão completando que fiscais estiveram no Angary e verificaram a grande quantidade de cari que estava sendo tratado e comercializado.


Colônia

O presidente da Colônia de Pescadores, Domingos Márcio Matos disse que a entidade não concorda com essa pesca. “Não concordamos porque na época da piracema a pesca em grande quantidade é proibida e não existe portaria abrindo exceção para o cari”, informou. Segundo Domingos, cada pescador cadastrado recebe um salário mínimo na época da piracema, que dura 4 meses.

Segundo o presidente da colônia são 1.300 pescadores cadastrados e uma média de 300 que não estão regularizados porque exercem outras atividades além da pesca. “È difícil viver da pesca nessa área do rio, pois ficamos entre duas barragens, o que nos prejudica. Agora ainda estão para construir a terceira em Curaçá”, lamentou, explicando que os pescadores estão apenas tentando trabalhar e complementar sua renda. “São pais de família que querem ter seu sustento”, reforçou.
A colônia fundada em 1992 abrange os municípios de Curaçá, Petrolina e a comunidade de Lagoa no Salitre.


Mutirão educativo

Um mutirão educativo realizado ontem (14) pro várias secretarias da prefeitura de Juazeiro prestou esclarecimentos e orientou pescadores e comerciantes sobre a importância da limpeza no local onde são tratados os peixes.

Durante a ação, educadores de saúde e fiscais ambientais orientaram os comerciantes e pescadores sobre os procedimentos corretos para o tratamento dos pescados e a destinação adequada para as vísceras desses animais. Além do trabalho de conscientização dos pescadores e moradores do bairro, funcionários da SEIHASP distribuíram tonéis em áreas estratégicas para o depósito e coleta do lixo acumulado.

Para o comerciante de peixes Genival, a ação é de grande importância para a população do bairro, pescadores e comerciantes. “Nós realizamos esse trabalho uma vez por ano, sempre na época de produção. Compramos os peixes diretamente dos pescadores e os tratamos nas margens do rio, sei que o cheiro é insuportável, mas agora através da coleta realizada pela prefeitura tudo irá melhorar. É de fundamental importância manter o ambiente limpo e preservado”, reconheceu o comerciante.




Piracema


Nesse período, a pesca fica limitada pela Lei n° 7.679, de 23 de novembro de 1988, a "lei da piracema". A multa para quem desrespeitar o período de defeso pode variar de R$ 500 a R$ 13 mil, conforme a infração. Quem for flagrado poderá ainda ser detido por até três anos, dependendo do prejuízo causado ao meio ambiente, e ter todo o material de pesca apreendido.


Fonte:

Diário da Região Online

http://www.diariodaregiaoonline.com.br/
Na beira do rio os peixes estão
sendo tratados e comercializados
Foto: José Tavares