terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Milhões em reais, blocos e cimento

Profº Martins

Há alguns anos, momento em que era executada a obra de duplicação da ponte Presidente Dutra, no primeiro trecho iniciado na cabeceira de Petrolina-PE., estava eu no balcão de um comércio de guloseimas sob o viaduto da cabeceira baiana da referida ponte, quando dois distintos senhores, bem vestidos, trabalhadores na obra em epígrafe, suponho eu engenheiros daquela obra civil e os mesmos se questionavam como podia as autoridades ampliarem a ponte se seriam gastos quatro vezes menos para construir uma nova ponte.
Me recordo claramente a imprensa regional divulgando a opinião geral da população que optava pela construção de uma nova ponte pela área do porto fluvial de Juazeiro. Mas não consigo entender porque a necessidade de reformar/remodelar uma obra civil tão bonita e tão representativa da nossa região. Essa ampliação tinha que ser feita mesmo? Para favorecer a quem? Já que tinha possibilidade de construção de uma nova passagem sobre o rio São Francisco, levando para fora do centro de Juazeiro e Petrolina o trânsito de carretas e caminhões que por aqui passam.
E por falar em porto fluvial de Juazeiro, prepostos do governo do estado da Bahia, em Juazeiro anunciaram na imprensa que serão aplicados 8 milhões de reais para recuperar o tal porto que construiram e deixaram abandonado para depredação total. Porque não contrataram uma empresa de segurança para guardar o patrimonio?
Por aqui as coisas acontecem assim... mas chega de empurrar com a barriga!!! A orla nova de Juazeiro está se acabando... fecharam com blocos e cimento a estação velha de Piranga... daqui ha pouco vão fechar também todas as portas e janelas do prédio antigo da FRANAVE... nesse caso, aja blocos e cimento...

Wagner Silas Martins
Engenheiro, Jornalista e Professor

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