sexta-feira, 26 de março de 2010

Casa Nova: Material reciclável auxilia na limpeza da cidade



Lidiane Cavalcante

A limpeza da cidade de Casa Nova é realizada com vassouras recicláveis de garrafas pet, a iniciativa da Secretária Municipal de Urbanismo e Serviços Públicos proporciona geração de emprego e renda através da implantação da fábrica de vassouras, além de ajudar a diminuir os impactos ambientais provocados pelo despejo dessas garrafas em ruas e esgotos. Localizada na sede da Secretaria, a fábrica produz cinquenta vassouras por dia. De acordo com o secretário de Urbanismo e Serviços Públicos, Alfredo Viana Neto, o material das garrafas proporciona uma maior durabilidade e maior resistência do produto em comparação as vassouras convencionais. “Uma vassoura de garrafa PET tem vida útil de 3 meses, no entanto as vassouras convencionais duravam apenas 10 dias. “Pioneira na arte de reciclar, a secretária quer minimizar o impacto ambiental que esse lixo provocaria se ainda estivesse no meio ambiente. Pretendemos aumentar a produção para abastecer a cidade com nossos produtos”, destaca Alfredo Viana.

Limpeza pública

A Prefeitura de Casa Nova através da secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos está intensificando os serviços de limpeza pública no município. O objetivo principal é deixar a cidade ainda mais limpa. Com aproximadamente 70 funcionários, a limpeza pública na cidade é realizada diariamente, com dez carros de coleta, o equivalente a um carro por bairro. O secretário, Alfredo Viana Neto, lembra que o município vem trabalhando essa parte de limpeza pública constantemente, com a capina, roço, varrição e coleta de lixo.

Iluminação

Além dos trabalhos de reciclagem e limpeza a Secretaria desenvolve também, um serviço de manutenção da iluminação pública. Atualmente, estão sendo instaladas 20 novas redes no município, contemplando mais de 500 famílias do Programa Luz para Todos. Nesta ação a prefeitura realiza a instalação de lâmpadas nos postes. Já foram contemplados os Distritos de Malvão, Chapada do Avelar, Serra da Pimenta, Riachinho da Região da Serra da Pimenta, Lagadiço e Riachinho.

FONTE: JORNAL AÇÃO POPULAR
http://www.acaopopular.net

Seminário debate piscicultura no Sertão do São Francisco

Divergências entre pescadores tradicionais e piscicultores marcaram o evento realizado em Sobradinho

Manoel Leão / /DOL - Natália Aguiar / Ascom PMS



Sem a presença dos dirigentes responsáveis pelas políticas públicas de pesca, foi realizado nesta quinta feira o I Seminário de debate da piscicultura do território da cidadania sertão do São Francisco.
Não esteve presente Marcelino Galo, Superintendente de Pesca da SEAP, programado para abrir as exposições e que falaria sobre a piscicultura na Bahia e não esteve presente Rose Pondé, Superintendente da CONAB, que discutiria as formas de acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos.


Joseane Araújo, gerente regional da Bahia Pesca, responsável pelo Terminal Pesqueiro de Sobradinho resumiu a situação: “Pescadores e participantes esperavam a presença dos dirigentes que pudessem responder as questões colocadas e abrir compromisso de encaminhamento. Apesar disso o seminário foi produtivo e informativo”.
Para ela “a expectativa do pescador nunca corresponde à realidade, pois ainda não há uma integração entre todos os atores envolvidos. Enquanto a pesca artesanal só agora conseguiu conquistar status de atividade produtiva, vemos tecnologia e investimentos para a piscicultura e isso cria uma área de atrito, que temos o dever de conciliar” – diz Joseane Araújo.

Na mesma linha de pensamento, Geisa Trabuco, Consultora na
Andréa Geisa Trabuco, do M inistério do Desenvolvimento Social - Consultora do PAA

Bahia do Programa de Aquisição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Social – MDS, diz que “a melhoria das condições para o pescador artesanal depende de uma integração entre todos os envolvidos, da participação das comunidades, das prefeituras, do governo estadual e do governo federal”.
Entende Geisa Trabuco que “não há um processo de exclusão ou substituição do pescador tradicional em proveito do criador de peixes. É uma visão equivocada. O que existe é a falta de coordenação e integração das próprias comunidades interessadas com os governos, a falta de projetos e de entendimento e ordenamento”.
Quem cobra políticas diferentes, pois “se prioriza piscicultura, a criação da tilápia, transformando a piscicultura em tilapicultura, excluindo o pescador tradicional” é Margarida Ladislau Barbosa, do Conselho Pastoral dos Pescadores da Diocese de Juazeiro. Ela coloca o dedo nos pontos frágeis da argumentação governamental: “Qual é a proposta para conter a degradação do rio causada pela ração que alimenta os peixes em cativeiro? Como conduzir um processo de revitalização se os principais atores, responsáveis pela preservação são excluídos? Porque priorizar produção industrial par exportação e excluir a comunidade e o consumo local?”
Margarida diz que existem 13,655 pescadores cadastrados no Território do Sertão do São Francisco, “impacientes com a morosidade do governo”; que 65% do peixe que chega à mesa do consumidor no Nordeste vem da pesca artesanal” e o governo prioriza a implantação de fazendas de criação de peixes “esquecendo quem coloca comida na mesa da população”.
Margarida Ladislau Barbosa, do Conselho Pastoral dos Pesca- dores da Diocese de Juazeiro

O argumento que a produção em cativeiro dos peixes faria o preço cair, não vale para Margarida: “O pescado obtido em viveiros é caro. Prende o homem ao local da fazenda de peixe, cria vínculos empregatícios e custos e não lhe oferece uma remuneração decente. Quem lucra é quem vende a ração, quem vende as redes, quem vende os tanques. O pescador perde a independência e a liberdade e a capacidade de alimentar sua própria família com uma atividade produtiva”.
“Além disso”, continua Margarida Ladislau, “o processo de produção de pescado degrada o rio, soma-se à poluição provocada pelas cidades, pelas áreas irrigadas. O preço aí, em qualidade de vida, é muito mais alto”.
Para ela “Não está dito por nenhum órgão do governo como conciliar estas atividades, com respeito ao rio e ao pescador tradicional. São estas respostas que queremos”.
Ainda que culpe as divergências entre pescadores e criadores de peixe “ao ciúme”, pois a piscicultura “tem incentivos, tecnologia e apoio “, Joseane Araújo, da Bahia Pesca é otimista: “Nosso papel é conciliar os dois segmentos. A empresa oferece assistência técnica, indistintamente e busca integração com todos os órgãos interessados nesse processo, que depende muito mais do interesse e do envolvimento dos pescadores, das associações e dos gestores públicos”.
O seminário foi uma realização do Comitê de Articulação da Pesca no Território da Cidadania Sertão do São Francisco, SEAP, MDS, CONAB, Bahia Pesca, SEBRAE e Prefeitura Municipal de Sobradinho, que foi representada pelo Secretário de Agricultura.
FONTE: http://www.diariodaregiaoonline.com.br/

quarta-feira, 17 de março de 2010

Audiência pública para comemorar o Dia Mundial da Água

Jorge Khoury (DEM/BA), presidente da Comissão foi quem fez o requerimento para realização do evento

Diario da Região / Da Redação



A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável promove nessa quarta-feira (17), às 09 horas, no Plenário da Câmara Federal, em Brasília, uma audiência pública em comemoração ao Dia Mundial da Água, comemorado no próximo dia 22 de março.
Para o Deputado Federal, Jorge Khoury (DEM/BA), presidente da Comissão que fez o requerimento para realização do evento, o Brasil vem apresentando avanços no cumprimento das metas estabelecidas no Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNHR), "cujo objeto principal é o fortalecimento da gestão integrada desses recursos com vistas a garantir água em quantidade e qualidade para o desenvolvimento sustentável do País". Khoury ressalta que o objetivo da audiência pública é ampliar as discussões sobre a gestão integrada de recursos hídricos.

O Brasil consta na lista de países com os maiores índices de desperdício de água potável do mundo, tendo desviados 40% dos recursos hídricos destinados a consumo humano. 45% da população não têm acesso a água tratada e 96 milhões de pessoas vivem sem esgoto sanitário. Os dados são da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente.

FONTE: http://www.diariodaregiaoonline.com.br/

MAB: Movimento quer impedir construções de novas barragens

MAB leva 500 pessoas às ruas protestando contra política do governo Lula para implantação de novas barragens

Manoel Leão / /DOL



“Acampados” desde a última segunda feira, 15 em Sobradinho integrantes do Movimento dos Atingidos pelas Barragens realizaram hoje pela manhã uma manifestação que percorreu as ruas da cidade e foi até a sede da CHESF, protestando contra a política de implantação de barragens levada a cabo pelo governo Lula.
Com palavras de ordem como “Água e energia não é mercadoria”; “Barragem é exploração, organizados vamos dizer não”, os manifestantes demonstraram sua insatisfação com a política de construção de barragens.
Para os coordenadores do movimento a construção de duas novas barragens no São Francisco, a de Riacho Seco e Pedra Branca, quando construídas, atingirão comunidades dos municípios de Curaçá, Abaré e Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande, Orocó e Cabrobó, em Pernambuco.
“Cerca de 20 mil pessoas poderão ser desalojadas de suas áreas com a construção das duas obras” – denuncia Nívea Diógenes, da coordenação do MAB na região, informando que em Riacho Seco, Curaçá, a Chesf vem realizando oficinas no intuito de convencer as comunidades sobre a importância das barragens e negociar as condições de saída das famílias das suas terras. Já o processo da hidrelétrica de Pedra Branca está suspenso devido ao processo de demarcação do território indígena Tumbalalá.
Para hoje, depois da manifestação eram esperados representantes de diversos órgõs governamentais, que irão debater a pauta de reivindicações dos atingidos, entre eles o Incra, Chesf, Codevasf, prefeituras, vereadores, além de movimentos sociais como MST, MPA e CPT.
A mobilização em Sobradinho faz parte da jornada do Dia Internacional de Luta contra as Barragens, comemorado no dia 14 de março e no acampamento de Sobradinho estão representantes dos atingidos pelas barragens de Sobradinho, Itaparica, Riacho Seco e Pedra Branca.
“Desde o final dos anos 70, com a construção da Barragem de Sobradinho, quando mais de 70 mil pessoas foram relocadas de suas terras, diversas organizações sociais e movimentos populares foram criados para defender os interesses das comunidades. Depois de 30 anos, muitas famílias ainda não tiveram os seus direitos garantidos, como água, saúde, infraestrutura de estradas, entre outras reivindicações, por isso somos contra mais barragens nesse rio”, completa Nívea Diógenes.
Objetivos do acampamento
Os objetivos do acampamento são a articulação dos atingidos das diversas comunidades e municípios, o diálogo conjunto sobre os grandes projetos de investimento do capital e suas consequências na região e o debate do modelo energético brasileiro e a sua implicância nas questões sociais e ambientais.
Durante a atividade, pretende-se intensificar o debate com as populações atingidas sobre os grandes projetos, com foco na Transposição do Rio São Francisco e nas barragens. Na oportunidade, será viabilizado também o intercâmbio entre os atingidos, no sentido de construir uma pauta conjunta de reivindicação dessas comunidades.
O acampamento em Sobradinho segue até o dia 18.

FONTE: www.diariodaregiaoonline.com.br

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ponte Polêmica: Misael responde a Lula e Alex desmente secretários

Lula começou e a polêmica continua com acusações de mentira dos dois lados. Vereador anexa video e PV apoia

Manoel Leão - Dol Texto e fotos



O beneficio aos produtores rurais, que receberam de Lula na última sexta feira os primeiros 255 lotes do Projeto Salitre, ficou ofuscado pela polêmica criada com a entrega do prefeito Isaac de um projeto para o anel viário de Juazeiro.



O que Isaac disse:


Isaac, depois de, protocolarmente e sem erros, agradecer em nome de Juazeiro a continuidade do Projeto Salitre que vem se arrastando a mais de 30 anos, fazer os elogios à candidata do Presidente e comprometer-se com sua campanha, abandonou o discurso escrito e aproveitou a oportunidade e a platéia para fazer pedidos, entre eles o anel viário e a conclusão da duplicação da ponte.
Elogiou: “É extremamente necessária a continuidade desta política, Ministra Dilma. A política de inclusão social do Presidente Lula não pode parar. O Brasil precisa seguir em frente, no rumo da mudança, combatendo a pobreza e melhorando a qualidade de vida de nossa gente. O povo reconhece e agradece o seu trabalho”.
E depois saiu do que estava escrito: “Entrego hoje aqui, a Vossa Excelência, o projeto do anel viário. Sem esse projeto não resolvemos o projeto de Juazeiro e não projetamos Juazeiro para o futuro” – E continuou: “Só mais um pedido: quando a gente for inaugurar essa obra do anel viário, eu quero que a presidente Dilma convide o nosso eterno presidente Lula para a festa” e aí a entrega dos lotes deixou de ser o assunto.

Nem Geddel, nem Dilma entraram na discussão:


A resposta de Lula ao pedido não foi um compromisso que vai iniciar a obra, que vai licitar ou liberar recursos. Depois do prefeito, o Ministro Geddel falou oito minutos. Não tocou no assunto ponte. Veio o discurso da candidata Dilma e durante os 13 minutos de duração da sua fala ela também não tocou no assunto ponte. Não se comprometeu.
Quem falou após Dilma foi o Governador Jaques Wagner. Logo depois de cumprimentar os presentes Wagner também se escusou de assumir responsabilidade com o projeto entregue pelo prefeito Isaac: “Isaac eu já estava me preparando quando você entregou o projeto ao presidente Lula, eu vou falar aqui: Presidente, eu vou entrar com uma parte para estes 9 quilômetros do projeto de urbanização daqui, mas já que o senhor meu deu outra tarefa, estou achando que estou isento dessa” e saiu pela tangente: “Juazeiro, pela dimensão, pela história, pela tradição, merece esse projeto. Nós viemos agora de Petrolina e o senhor viu que do outro lado a urbanização tem outra dimensão e Juazeiro não pode ficar em condição pior” e mais não prometeu ou falou, salvo que se comprometia a dar “um aporte no orçamento” no restante de seu discurso de 10 minutos.

Lula começa a polêmica, dá bronca e desmente declarações dos secretários de Isaac:



Quem criou a polêmica foi Lula: “Cada vez que eu faço uma reunião PAC e a Ministra Dilma, como coordenadora do PAC sabe disso, eu pergunto dessa ponte entre Petrolina e Juazeiro. Essa ponte virou par mim quase que uma questão de honra. Agora é importante que a gente diga que tem político de Juazeiro que são responsáveis pelo atraso desta obra. Pelo menos a primeira fase desta obra já era para estar pronta, mas houve um movimento do ex-prefeito que não permitiu que a gente concluísse essa ponte. Eu nem sei se ele estava com razão ou não. Não quero nem falar mal dele”.
E continuou: “O dado concreto é que eu chego um dia para inaugurar a Universidade aqui de Juazeiro e a Universidade de Petrolina, e de repente está parada a ponte. Por quê? Porque o prefeito fez um movimento, reuniu a comunidade e diz que não quer mais a ponte assim, que a ponte vai ser assada”.
“Aí teve de fazer um projeto. Ficou não sei quantos meses parada. Aí depois fizemos um outro projeto. Não quer mais desse jeito, quer botar do jeito anterior. Aí não dá! Não dá”.
Depois de expor, n sua concepção, as razões pelas quais a obra da primeira etapa da ponte não foi concluída, Lula não se comprometeu com a continuidade da obra de forma objetiva e aproveitou para dar uma bronca pública no prefeito : “Então agora, eu espero prefeito, que a obra está sendo retomada. Eu já reclamei com o prefeito porque eu não vi ninguém trabalhando lá em cima. Ele disse que estão trabalhando lá em baixo. Trabalhando escondido de mim, porque eu não vi ninguém.
Afaga a platéia, mas não se compromete: “Esta obra tem de ser concluída. E eu quero te dizer, oh prefeito, só tem sentido a gente terminar a obra da ponte com a conclusão dos 9 quilômetros que você quer , porque senão você vai apenas aumentar o tamanho do picolé” e terminou empurrando para o próximo governo a possibilidade de começar segunda parte da ponte, que vai possibilitar que se desça ou se suba à ponte pelo lado baiano: “Então eu estou levando sua proposta (não o projeto), o DNIT já tem o projeto (não disse se aprovado ou não), a Dilma já está sorrindo para você. Significa que aquele abraço que você deu nela eu acho que pode ter alguma importância”.
Lula gastou 7 minutos de seu discurso falando da ponte de Juazeiro e em nenhum momento se comprometeu a liberar recursos, disse que tinha projeto aprovado ou marcou licitação para a obra. Conseguiu constranger, porque o ex-prefeito Misael, agora no PMDB, estava presente, acompanhando o Ministro Geddel e empurrar a decisão para um futuro sobre o qual ele não tem controle; depois das eleições de outubro de 2010.

Misael responde e retifica afirmações de Lula:


Misael, levado às manchetes dos jornais e noticiários locais reagiu com uma nota, onde diz que o “trecho do discurso do Presidente Lula não corresponde inteiramente aos fatos” e explica que proposta das alças foi rejeitado por Juazeiro, incluindo aí deputados federais e lideranças.
Lembra Misael que ele levou um ante projeto a Brasília, elogiado pelo Ministro Alfredo Nascimento e pelo Diretor do DNIT, diz que “a ponte foi utilizada eleitoralmente; apareceu gente garantindo que as obras se iniciariam em abril porque seriam licitadas, que já existia um novo projeto e por aí vai” e encerra duvidando até mesmo se já existe um projeto pronto:
“Vimos na sexta-feira, o prefeito entregar uma pilha de papeis que diz ser o projeto ao Presidente Lula. Ou seja, não existia projeto e, portanto, nem licitação, nem obras a serem realizadas. Alguém mentiu e mentiu, para beneficiar-se em um primeiro momento e depois para manter de pé a mentira anterior”.

Vereador de oposição junta Lula e secretário e mostra incoerência entre as declarações:

Polêmica instalada, Alex Tanuri, resolveu resgatar as promessas feitas pelos Secretários do Prefeito Isaac, que no final do ano passado e início deste, por pressão, construíram tapumes, retiraram os comerciantes do arco da ponte, desviaram o trânsito e justificaram as medidas como necessárias ao início das obras que o presidente diz que não tem ninguém trabalhando.
Alex diz é irônico e duro: “Dizem que mentir e coçar é só começar. Ainda mais, no caso da mentira, quando toda vez que mente, lucra”, diz ao iniciar a nota, que leu na noite de terça na tribuna da Câmara, insinuando que há mais interesses envolvidos.
Continua com transcrição de declarações do Secretário Flávio Luiz sobre o projeto, o início das obras da segunda etapa e conclui dizendo que a administração do prefeito Isaac “É uma administração construída sobre ilusão, mentira e sofrimento do povo de Juazeiro”.

Flávio Luiz entra no debate e nega afirmações anteriores:


A polêmica continuou hoje na Rádio Juazeiro. O Secretário Flávio Luiz, sem justificativa para suas declarações anteriores, desmentidas por Lula, atacou o vereador e disse que “sempre se referiu à primeira etapa nas SUS declarações”.

O Presidente da Câmara quer apagar o fogo e mudar o foco:


O Presidente Zó, a quem interessa usar politicamente a ponte para pavimentar sua campanha a Deputado Estadual, ao sentir risco da administração passar por mentirosa, tentou desviar o foco da discussão: “Não importa quem é o culpado. Importa que a obra seja realizada”. Não diz publicamente, mas torce para que a obra seja iniciada entre junho e setembro, no meio da campanha para que ele possa assumir a paternidade.
A confusão deve continuar na sessão desta quarta feira na Câmara Municipal.

Presidente do PV endossa Misael:

Marcelo Junior, Presidente do PV em Juazeiro participou hoje, 10, do Programa Sem Fronteiras,

Ele endossa a opinião de Misael e reafirma que os deputados e lideranças se mobilizaram contra a construção das alças e que Isaac não teve nenhuma participação na suspensão do projeto, em sua administração.

FONTE:http://www.diariodaregiaoonline.com.br/

Lula começou e a polêmica continua com acusações de mentira dos dois lados. Vereador anexa video e PV apoia

Manoel Leão - Dol Texto e fotos



O beneficio aos produtores rurais, que receberam de Lula na última sexta feira os primeiros 255 lotes do Projeto Salitre, ficou ofuscado pela polêmica criada com a entrega do prefeito Isaac de um projeto para o anel viário de Juazeiro.



O que Isaac disse:


Isaac, depois de, protocolarmente e sem erros, agradecer em nome de Juazeiro a continuidade do Projeto Salitre que vem se arrastando a mais de 30 anos, fazer os elogios à candidata do Presidente e comprometer-se com sua campanha, abandonou o discurso escrito e aproveitou a oportunidade e a platéia para fazer pedidos, entre eles o anel viário e a conclusão da duplicação da ponte.
Elogiou: “É extremamente necessária a continuidade desta política, Ministra Dilma. A política de inclusão social do Presidente Lula não pode parar. O Brasil precisa seguir em frente, no rumo da mudança, combatendo a pobreza e melhorando a qualidade de vida de nossa gente. O povo reconhece e agradece o seu trabalho”.
E depois saiu do que estava escrito: “Entrego hoje aqui, a Vossa Excelência, o projeto do anel viário. Sem esse projeto não resolvemos o projeto de Juazeiro e não projetamos Juazeiro para o futuro” – E continuou: “Só mais um pedido: quando a gente for inaugurar essa obra do anel viário, eu quero que a presidente Dilma convide o nosso eterno presidente Lula para a festa” e aí a entrega dos lotes deixou de ser o assunto.

Nem Geddel, nem Dilma entraram na discussão:


A resposta de Lula ao pedido não foi um compromisso que vai iniciar a obra, que vai licitar ou liberar recursos. Depois do prefeito, o Ministro Geddel falou oito minutos. Não tocou no assunto ponte. Veio o discurso da candidata Dilma e durante os 13 minutos de duração da sua fala ela também não tocou no assunto ponte. Não se comprometeu.
Quem falou após Dilma foi o Governador Jaques Wagner. Logo depois de cumprimentar os presentes Wagner também se escusou de assumir responsabilidade com o projeto entregue pelo prefeito Isaac: “Isaac eu já estava me preparando quando você entregou o projeto ao presidente Lula, eu vou falar aqui: Presidente, eu vou entrar com uma parte para estes 9 quilômetros do projeto de urbanização daqui, mas já que o senhor meu deu outra tarefa, estou achando que estou isento dessa” e saiu pela tangente: “Juazeiro, pela dimensão, pela história, pela tradição, merece esse projeto. Nós viemos agora de Petrolina e o senhor viu que do outro lado a urbanização tem outra dimensão e Juazeiro não pode ficar em condição pior” e mais não prometeu ou falou, salvo que se comprometia a dar “um aporte no orçamento” no restante de seu discurso de 10 minutos.

Lula começa a polêmica, dá bronca e desmente declarações dos secretários de Isaac:



Quem criou a polêmica foi Lula: “Cada vez que eu faço uma reunião PAC e a Ministra Dilma, como coordenadora do PAC sabe disso, eu pergunto dessa ponte entre Petrolina e Juazeiro. Essa ponte virou par mim quase que uma questão de honra. Agora é importante que a gente diga que tem político de Juazeiro que são responsáveis pelo atraso desta obra. Pelo menos a primeira fase desta obra já era para estar pronta, mas houve um movimento do ex-prefeito que não permitiu que a gente concluísse essa ponte. Eu nem sei se ele estava com razão ou não. Não quero nem falar mal dele”.
E continuou: “O dado concreto é que eu chego um dia para inaugurar a Universidade aqui de Juazeiro e a Universidade de Petrolina, e de repente está parada a ponte. Por quê? Porque o prefeito fez um movimento, reuniu a comunidade e diz que não quer mais a ponte assim, que a ponte vai ser assada”.
“Aí teve de fazer um projeto. Ficou não sei quantos meses parada. Aí depois fizemos um outro projeto. Não quer mais desse jeito, quer botar do jeito anterior. Aí não dá! Não dá”.
Depois de expor, n sua concepção, as razões pelas quais a obra da primeira etapa da ponte não foi concluída, Lula não se comprometeu com a continuidade da obra de forma objetiva e aproveitou para dar uma bronca pública no prefeito : “Então agora, eu espero prefeito, que a obra está sendo retomada. Eu já reclamei com o prefeito porque eu não vi ninguém trabalhando lá em cima. Ele disse que estão trabalhando lá em baixo. Trabalhando escondido de mim, porque eu não vi ninguém.
Afaga a platéia, mas não se compromete: “Esta obra tem de ser concluída. E eu quero te dizer, oh prefeito, só tem sentido a gente terminar a obra da ponte com a conclusão dos 9 quilômetros que você quer , porque senão você vai apenas aumentar o tamanho do picolé” e terminou empurrando para o próximo governo a possibilidade de começar segunda parte da ponte, que vai possibilitar que se desça ou se suba à ponte pelo lado baiano: “Então eu estou levando sua proposta (não o projeto), o DNIT já tem o projeto (não disse se aprovado ou não), a Dilma já está sorrindo para você. Significa que aquele abraço que você deu nela eu acho que pode ter alguma importância”.
Lula gastou 7 minutos de seu discurso falando da ponte de Juazeiro e em nenhum momento se comprometeu a liberar recursos, disse que tinha projeto aprovado ou marcou licitação para a obra. Conseguiu constranger, porque o ex-prefeito Misael, agora no PMDB, estava presente, acompanhando o Ministro Geddel e empurrar a decisão para um futuro sobre o qual ele não tem controle; depois das eleições de outubro de 2010.

Misael responde e retifica afirmações de Lula:


Misael, levado às manchetes dos jornais e noticiários locais reagiu com uma nota, onde diz que o “trecho do discurso do Presidente Lula não corresponde inteiramente aos fatos” e explica que proposta das alças foi rejeitado por Juazeiro, incluindo aí deputados federais e lideranças.
Lembra Misael que ele levou um ante projeto a Brasília, elogiado pelo Ministro Alfredo Nascimento e pelo Diretor do DNIT, diz que “a ponte foi utilizada eleitoralmente; apareceu gente garantindo que as obras se iniciariam em abril porque seriam licitadas, que já existia um novo projeto e por aí vai” e encerra duvidando até mesmo se já existe um projeto pronto:
“Vimos na sexta-feira, o prefeito entregar uma pilha de papeis que diz ser o projeto ao Presidente Lula. Ou seja, não existia projeto e, portanto, nem licitação, nem obras a serem realizadas. Alguém mentiu e mentiu, para beneficiar-se em um primeiro momento e depois para manter de pé a mentira anterior”.

Vereador de oposição junta Lula e secretário e mostra incoerência entre as declarações:

Polêmica instalada, Alex Tanuri, resolveu resgatar as promessas feitas pelos Secretários do Prefeito Isaac, que no final do ano passado e início deste, por pressão, construíram tapumes, retiraram os comerciantes do arco da ponte, desviaram o trânsito e justificaram as medidas como necessárias ao início das obras que o presidente diz que não tem ninguém trabalhando.
Alex diz é irônico e duro: “Dizem que mentir e coçar é só começar. Ainda mais, no caso da mentira, quando toda vez que mente, lucra”, diz ao iniciar a nota, que leu na noite de terça na tribuna da Câmara, insinuando que há mais interesses envolvidos.
Continua com transcrição de declarações do Secretário Flávio Luiz sobre o projeto, o início das obras da segunda etapa e conclui dizendo que a administração do prefeito Isaac “É uma administração construída sobre ilusão, mentira e sofrimento do povo de Juazeiro”.

Flávio Luiz entra no debate e nega afirmações anteriores:


A polêmica continuou hoje na Rádio Juazeiro. O Secretário Flávio Luiz, sem justificativa para suas declarações anteriores, desmentidas por Lula, atacou o vereador e disse que “sempre se referiu à primeira etapa nas SUS declarações”.

O Presidente da Câmara quer apagar o fogo e mudar o foco:


O Presidente Zó, a quem interessa usar politicamente a ponte para pavimentar sua campanha a Deputado Estadual, ao sentir risco da administração passar por mentirosa, tentou desviar o foco da discussão: “Não importa quem é o culpado. Importa que a obra seja realizada”. Não diz publicamente, mas torce para que a obra seja iniciada entre junho e setembro, no meio da campanha para que ele possa assumir a paternidade.
A confusão deve continuar na sessão desta quarta feira na Câmara Municipal.

Presidente do PV endossa Misael:

Marcelo Junior, Presidente do PV em Juazeiro participou hoje, 10, do Programa Sem Fronteiras,

Ele endossa a opinião de Misael e reafirma que os deputados e lideranças se mobilizaram contra a construção das alças e que Isaac não teve nenhuma participação na suspensão do projeto, em sua administração.

FONTE:http://www.diariodaregiaoonline.com.br/

domingo, 7 de março de 2010

Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação

Devastação da caatinga será combatida com ações repressivas e alternativas econômicas

Diário da Região / Lidiane Cavalcante / Manoel Leão




Cerca de R$500 milhões oriundos do Pré- Sal para o Fundo Clima, serão destinados ao Nordeste, pelo Ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc

Cerca de R$500 milhões oriundos do Pré- Sal para o Fundo Clima, serão destinados ao Nordeste, pelo Ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc

Em entrevista à imprensa regional na última quarta-feira (03) o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, destacou a importância do I ENED – I Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação que está sendo realizado em Juazeiro e Petrolina reafirmou a disposição do IBAMA de continuar a combater o crime ambiental. Para ele as ações devem ser “casadas” com o compromisso de todos os agentes públicos.
Reconhecendo a “fragilidade” econômica da população que vive na caatinga e as dificuldades para uma agenda comum que ofereça alternativas de sobrevivência, o Ministro diz que deste encontro sairão compromissos diferentes, capazes de diminuir o ritmo de devastação.
O ministro destacou, também, que há projetos em estudo para a preservação do bioma. O Banco do Nordeste analisa a criação do Fundo Caatinga e o Banco do Brasil tem a intenção de implementar um Fundo contra a Desertificação. Cerca de R$500 milhões oriundos do Pré- Sal para o Fundo Clima, serão destinados ao Nordeste, pelo Ministério do Meio Ambiente.
IBAMA
Apesar do elenco amplo de propostas, entre elas a criação de fundos de preservação da caatinga bancados pelo Banco do Brasil e Banco do Nordeste do Brasil, as ações do IBAMA é que continuam sendo efetivas.
Na última quarta-feira o órgão destruiu 50 fornos e apreendeu uma tonelada e meia de carvão no Serrote Pelado no município de Petrolina, a 25 quilômetros da sede.
Segundo informações da IBAMA, o Ministério Público irá iniciar ações penais - para punir os que cometeram irregularidades - e ações civis - para que o dano ambiental seja compensado.
Durante a mesma ação foram localizados também três desmatamentos na região, totalizando cerca de 60 hectares. As fiscalizações aéreas continuarão nos próximos dias em busca de mais áreas desmatadas e de outras irregularidades ambientais.
Devastação da Caatinga
O único bioma considerado exclusivamente brasileiro mantém apenas metade de sua cobertura vegetal. A principal causa da destruição da Caatinga é a extração da mata nativa, convertida em lenha e carvão vegetal destinados, principalmente, aos pólos gesseiro e cerâmico do Nordeste e ao setor siderúrgico de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Dados divulgados pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, indicam que os números do monitoramento do desmatamento da Caatinga, realizado entre 2002 e 2008, apontam que metade de sua cobertura vegetal está devastada. Minc destacou que essa é a região mais vulnerável às mudanças climáticas, no País, com forte tendência à desertificação.
A caatinga mantém apenas metade de sua cobertura vegetal original; em 2008, a vegetação remanescente da área era de 53,62%. De 2002 a 2008, foram devastados 16.576 km2, o equivalente a 2% de toda a Caatinga, sendo que a taxa de desmatamento, anual média, nesse período, ficou em torno de 0,33%, ou seja, 2 763 km².