O Água para Todos é o maior programa de abastecimento de água e saneamento do País. E ele surgiu da sensibilidade do governador Jaques Wagner, desde o inicio de seu mandato. Ele compreendeu, logo que chegou ao governo, que precisava enfrentar o problema do abandono do semiárido, que representa mais de 60% do território baiano e praticamente a metade da população, que estava deixada ao leu, sem lenço e sem documento, sem água e saneamento.
Era um povo abandonado em uma região vasta da Bahia pelas políticas oligárquicas anteriores. O governador lançou então o Água para Todos, que já beneficiou mais de 2 milhões de pessoas. É um programa de alto alcance, de um significado humano extraordinário, de um significado social fantástico, que revela a sensibilidade do governante, que naturalmente corresponde àquilo que o povo lhe dizia nas ruas quando ele faz aquela campanha vitoriosa em 2006.
Agora há uma característica deste programa que é a relação com os movimentos sociais, a relação com a própria sociedade. É um programa que conta com a participação decisiva do próprio povo organizado, daquelas variadas associações do campo e das cidades, do semiárido, que se preocupam há muito tempo com o problema da água.
Agora encontrou um governo com a mesma preocupação. Que é a de levar água e saneamento às populações mais pobres. Na verdade, é levar vida e cidadania às populações mais pobres. E esse programa tem essa característica de contar com a participação decisiva de tantas associações e de pessoas que se dedicam de uma maneira especial para melhorar a vida das pessoas mais necessitadas.
Eles procuram organizar o povo para levar adiante o Água para todos, especialmente o programa de cisternas. É extraordinário o trabalho dessa gente. É um trabalho de solidariedade humana e de ação política de organização do povo para assegurar que o programa tenha eficácia e atinja de fato a maioria, muitas das quais já estão agora atendidas pelo programa.
Eu quero ressaltar o papel desses heróis do povo baiano, dessas pessoas tão dedicadas. E dizer que quando o povo quer, pode. E se o governo dá uma ajuda, se é sensível, investe, o povo responde positivamente. É a essa gente, a esses companheiros e companheiras que o programa Água para Todos deve prestar homenagem. São eles, principalmente, a partir da sensibilidade do governo, que estão fazendo o sucesso deste programa.
Leia reportagem exclusiva do site de Emiliano José que mostra relatos desses heróis do povo baiano, moradores do semiárido, que lutaram para conseguir acesso à água de qualidade e saneamento nos seus municípios:
O sertão vai virar mar...
Sociedade civil se mobiliza junto ao Governo do Estado
para garantir água de qualidade nos municípios baianos
Avelino da Silveira Leite, Robério Virgens Aires, Avelino da Silvera Leite, José Oliveira Andrade, Lourival Batista Santana, Valdimir Pereira Reis. Todos eles, moradores do semiárido baiano, região que sofreu durante décadas com a falta de água, têm uma coisa em comum: a luta pela água de qualidade nos seus municípios. Diga-se que são heróis do programa Água para Todos. Protagonistas, junto ao Governo do Estado, da revolução que está sendo feita na Bahia.“A água é a vida. É uma coisa que nunca teve aqui. Estamos muito satisfeitos agora. Contentes”. A declaração de Avelino da Silveira Leite, da comunidade Lagoa do Sertão, no município de Aracatu (BA), representa o sentimento de milhares de habitantes de cidades baianas beneficiadas pelo programa. Aracatu tem cerca de 14 mil habitantes, famílias que tinham que caminhar léguas, com balde na cabeça, para conseguir água de má qualidade, muitas vezes a mesma utilizada pelos animais.
Hoje, com a implantação de mais de 1.900 cisternas na região, Aracatu universalizou o abastecimento de água. Agora todos os habitantes têm acesso à água de qualidade. As cisternas foram construídas em 109 comunidades do município. São 18 mil litros de água armazenados em cada cisterna que garantem água limpa para a população.
Antônio Conselheiro estava certo quando profetizava: “O sertão vai virar mar, o mar vai virar sertão...”.
Robério Virgens Aires, coordenador do Centro Comunitário Paróquia de São Pedro, em Aracatu, que acompanha as implantações das cisternas, disse que a iniciativa mudou totalmente a realidade da população do município. “O povo viveu durante décadas no esquecimento, com a falta de água. Os governos anteriores faziam vista grossa, não queriam resolver o problema ou não imaginavam que seria fácil solucioná-lo”.
De acordo com ele, precisou entrar outro governo que viu os problemas e quis trabalhar com a sociedade civil, “que esteve em busca de alternativas e soluções para o povo”. “Esse governo chegou e apoiou essas iniciativas. O programa é uma satisfação geral, para o governo e para a sociedade”, ressaltou.
Avelino da Silvera Leite, presidente da Associação da Comunidade Lagoa do Sertão, em Aracatu, disse que o povo não tinha onde guardar a água e se desesperava com a situação. “A água é a vida. É uma coisa que nunca tinha aqui na comunidade Lagoa do Sertão. Estamos muito satisfeitos, contentes. É com muito amor e carinho que a gente recebe a qualquer hora belezas como essas”.
ADEUS ÀS VIDAS SECAS
No município de Coronel João Sá (BA), outro destaque no programa, foram implantadas cerca de 1.150 cisternas através do Água para Todos e projetos do Governo Federal, conforme afirma José Oliveira Andrade, que participa do programa através da Associação dos Pequenos Agricultores de Rio do Peixe, da qual ele é coordenador de projetos.
Segundo Oliveira, que também é diretor financeiro do Território da Cidadania Nordeste II e coordenava um projeto em parceria com a Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), mais de 30 comunidades da zona rural, quase 80% do município, foram atendidas. A cidade tem cerca de 18.500 habitantes.
“Antes as famílias pegavam água da chuva, poluída, com contaminação. Isso quando achavam água. Tinham que pegar um carro pipa e andar de 5 a 6 quilômetros, disputando água com os animais. Hoje as famílias não estão mais se humilhando, têm sua autonomia e não dependem de carro pipa, só em caso de emergência”, disse Oliveira.
No município de Fátima (BA), que tem cerca de 19 mil habitantes, foram 32 cisternas construídas na comunidade de Mata Escura, 28 em Serradinha e 20 na comunidade de Farias Novo, segundo Lourival Batista Santana, assessor da Associação Regional de Convivência Apropriada à Seca (Arcas).
“Era um grande sonho dos moradores ter uma cisterna perto de casa. Cada cisterna construída é uma criança que vai nascendo na vida dessas famílias. Já imaginou uma família que caminhava duas léguas, com balde na cabeça, agora amanhecer o dia e ter água em sua casa. Isso é uma alegria. A gente escuta pessoas dizendo assim: ‘a cisterna é o maior presente que deus me deu’”, contou Lourival.
O professor Valdimir Pereira Reis, de Candiba (BA), que trabalhou cinco anos na ASA, disse que foram implantadas 529 cisternas no seu municípios através do Água para Todos e programas do Governo Federal e já há previsão de construção de mais 195. O município tem cerca de 12.400 habitantes. Segundo Valdimir, a iniciativa do governo melhorou bastante a qualidade de vida dos moradores de Candiba, que antes não tinham água boa para beber e para uso doméstico. “As pessoas bebiam da mesma fonte que os animais. A água parecia suco de tamarindo de tão marrom”.
Já no município de Ribeirão do Largo, no oeste baiano, serão atendidas com obras de infraestrutura e de produção executadas pelo Programa de Combate à Pobreza Rural (Produzir) as comunidades de Brejão/Brejinho, Cabeceira do Rio do Curral, Cabeceira Sussuarana, Riacho do Meio, Tiago, Jacaré e São Pedro. Serão implantadas 71 cisternas, 186 sanitários residenciais, dois sistemas de abastecimento de água e um projeto de mecanização agrícola, num investimento da ordem de R$ 878,9 mil, que beneficiará 487 famílias com água de qualidade. Na zona rural de Piripá, foram construídas 110 cisternas, universalizando o abastecimento no município. Estes são só alguns exemplos de municípios atendidos pelo programa Água para Todos.
O PROGRAMA
Só para se ter uma idéia, a Bahia ganhou mais de 37.704 cisternas no ano de 2009 através do Água para Todos, do Governo do Estado, o que levou água de qualidade para mais de 2,3 milhões de baianos, a maioria de municípios da zona rural e do semiárido. Antes da implantação do programa, 70% do território vivia sem água limpa e sem saneamento, segundo dados o Governo. 390 dos municípios, dos 417 baianos foram beneficiados pelo programa em 2009. A meta para 2010 é beneficiar 3,5 milhões de baianos.
É o maior programa de abastecimento de água do País e já atingiu 390 dos 417 municípios baianos. São mais de 2,3 milhões de pessoas beneficiadas, através de investimentos de R$ 878 milhões em obras concluídas e em execução. A meta é atingir 3,5 milhões de baianos. Além de garantir o abastecimento de água para a população baiana, o programa oferece serviço de esgotamento sanitário.
A determinação do Governo da Bahia em beneficiar os que mais precisam resulta na prioridade dada pelo programa à região do semiárido, onde grande parte da população se encontra no mais alto nível de risco hídrico e nas piores condições de pobreza.
Com o programa Água para Todos, o Governo da Bahia construiu um conjunto de ações integradas, articulando o abastecimento de água com ações de saneamento básico e ambiental. A proposta visa melhorar os indicadores sociais, em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem alcançados até o ano 2015. A medida estabelece propósitos estratégicos voltados para o acesso a água potável, sobretudo às famílias mais carentes, numa perspectiva de segurança alimentar e de melhoria da qualidade de vida.
MAIS AÇÕES
Além das 37.704 cisternas construídas pelo Governo do Estado, foram feitas 305.013 ligações de água, 132.101 ligações de esgoto, 13.616 melhorias sanitárias domiciliares, 1.676 poços, 1.028 construções de sistemas de abastecimento de água, 407 ampliações de sistemas de abastecimento de água, 57 sistemas de saneamento integrado, 36 recuperações de sistemas de abastecimento de água, 28 barragens, 12 recuperações de sistemas de esgotamento sanitário e 24 construções de sistemas de esgotamento sanitário.
Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Bahia avançou no acesso à infraestrutura de saneamento básico pela população. De 2006 e 2008, a cobertura por esgoto nos domicílios ocupados do meio urbano passou de 71,94% para 74,88%, enquanto a cobertura para o meio rural evoluiu de 7,18% para 15,54%.
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