segunda-feira, 18 de julho de 2011

ANIVERSÁRIO DE JUAZEIRO - 133 ANOS: COMEMORAÇÃO MEDÍOCRE

Na noite do dia 14 de julho, véspera do aniversário da cidade de Juazeiro, enquanto o prefeito Isaac Carvalho estava reunido com a elite na festa de lançamento do JUAZEIRO RODEIO MUSIC na área livre de um posto de combustíveis na Avenida Raul Alves, o seu assessor/secretário Paulo César Carvalho se esforçava para animar as poucas pessoas presentes ao evento organizado pela Prefeitura Municipal em comemoração aos 133 anos de emancipação de Juazeiro.
Ficou feio para a administração municipal realizar um evento com pouquíssima divulgação, quando em outros tempos a população enchia a Orla Fluvial para comemorar o aniversário da cidade, com um palco atravessado num ponto de maior largura daquela artéria, e uma grande multidão comemorava até a madrugada.
O cenário que se viu essa semana foi um pequeno palco montado na área onde antigamente ficava o “Vaporzinho”, um som de péssima qualidade e alguns músicos se esforçando para se apresentarem para um público que não passava de dez pessoas. Após 22 horas o sanfoneiro Sérgio do Forró iniciou sua apresentação, com seus músicos se apertando por falta de espaço no palco e dois casais de bailarinos tentando, sem sucesso, desenvolverem suas coreografias, demonstrando em seus semblantes grande frustração.
O sanfoneiro suportou aquela situação até a meia noite, quando foi realizada a queima de fogos, que durou dez minutos, com fogos de todos os tipos e cores, quando então Sérgio do Forró tocou mais uma música e se despediu de todos e encerrou o evento, que ficou na história como apenas mais uma tentativa do governo da mudança de enganar o povo.
Nem os funcionários da prefeitura estavam presentes ao evento. Pois aquela praça do antigo “vaporzinho” coube as pessoas presentes. Não havia ninguém dos escalões superiores do prefeito Issac para dar um apoio moral a Paulo César. O mesmo vez em quando pegava o microfone e, sem sucesso, tentava animar o público e cantou até o primeiro trecho da música de Luiz Gonzaga, que entoa a palavra Juazeiro, mas no meio da música “desconfiou” e entregou o microfone, dizendo que não iria mais atrapalhar. Pobre Paulinho, colocado para encher lingüiça num medíocre evento, que mostrava claramente a decadência do governo que ora se encontra à frente do município.
Ao observar o palco, passou perto de mim, pelo asfalto da avenida, um senhor e um rapaz e um dos mesmos fez o seguinte comentário: “Que palhaçada! Era melhor não ter feito nada".
E para não ser injusto, quero registrar que estava sentado no espaço de um bar particular da orla, o senhor Gaminha, porém, sem levantar em momento algum para se comunicar com Paulo César. Também estava presente, Hélio, assessor do Prefeito, no meio do público, porém sem somar muito com o evento.
Palco grande e estrutura de som tinha na “Virada Cultural”, na orla nova.

WAGNER SILAS - ENGENHEIRO, PROFESSOR E JORNALISTA - JUAZEIRO-BA.