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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
PRIVATIZAÇÃO X COELBA
Prometendo grandes melhoras nos setor, o governo estadual defendeu com unhas e dentes a privatização da estatal que gerenciava a energia elétrica produzida e consumida na Bahia.
Sacrificando o consumidor com a duplicação da tarifa de energia, ele conseguiu atrair um certo número de pretendentes à compra das ações da Coelba, para no final, vender àquele que oferecesse o maior montante, tornando-se, assim, dono de um patrimônio invejável, mais que isso, dono de uma arrecadação mensal de "encher os olhos" de qualquer empresa ou grupo empresarial.
Na verdade, o governo de nosso estado, seguindo a linha do governo federal, fez um festival de propagandas de que o dinheiro arrecadado com a venda da Coelba seria empregado na realização de grandes obras no Estado, sobrando também mais verbas para investir no "social" e, mais que isso, os usuários do setor teriam incontáveis benefícios com a passagem da tão "gorda" Coelba para o setor privado, onde melhoraria tanto a qualidade dos serviços prestados, como os preços tarifários, já que, teoricamente, é isso que se espera na privatização de uma distribuidora de energia elétrica.
Acontece que até o momento não houve redução de tarifa e muito menos e muito menos melhora na prestação do serviço., onde o que se observa é um grande número de reclamações; inclusive pelo péssimo atendimento ao consumidor, onde até alguns meses atrás, se o usuário não efetuasse o pagamento da sua conta mensal até a data do vencimento, sofria o "corte" do fornecimento de energia, a partir do décimo dia de atraso; sem nenhum aviso prévio, as vezes injustamente.
Foi necessária uma lei promulgada em instâncias superiores para amenizar esse constrangimento; sendo observado no momento que a concessionária de energia realiza um "corte simbólico", o qual consta de um aviso de que a conta do referido usuário encontra-se em atraso e que, caso não seja regularizada a situação, dentro de um certo prazo será bloqueado o fornecimento de energia, sendo que tal aviso afixado no contador de energia.
Em nossa cidade, inúmeros são os reclames da população, que se sente no direito de ter uma prestação de serviços à altura das propagandas do governo; sem contat com a situação por que passam os funcionários da Coelba, que vivem na incerteza de amanhecerem com os seus empregos.
Outrora, quando ocorria uma falha no fornecimento de energia ou outro problema qualquer, existia uma equipe de prontidão na Coelba, serviço esse que funcionava 24 horas, ininterruptamente. Hoje, após a extinção desse serviço, o usuário aciona a empresa por telefone e, sorte a dele quando é atendido.
Não era isso que esperávamos da privatização de uma estatal tão lucrativa.
ARTIGO DO PROFº MARTINS, PUBLICADO EM MAIO DE 1998, NO JORNAL DE JUAZEIRO, HOJE DIÁRIO DA REGIÃO. EDIÇÃO Nº 2827 ANO XXV.PÁG. 02.
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